Na Marcha das Margaridas, Lula rebate oposição e diz que voltará a viajar pelo país

Diante de uma plateia de 40 mil trabalhadores do campo, o ex-presidente mandou um recado claro para quem defende o impeachment de Dilma: "Não há ninguém que possa sequer tentar ameaçar o processo de construção democrática que está implantada no país"

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Diante de uma plateia de 40 mil trabalhadores do campo, o ex-presidente mandou um recado claro para quem defende o impeachment de Dilma: “Não há ninguém que possa sequer tentar ameaçar o processo de construção democrática que está implantada no país”

Por Redação*

“Quem chegou onde a gente chegou, não pode retroceder. Quero dizer que estou preparando meu caminho para voltar a viajar pelo meu país”. A afirmação foi feita pelo ex-presidente Lula na abertura da 5ª Marcha das Margaridas, em Brasília. Em seu discurso, ele saiu em defesa de Dilma Rousseff e desafiou a oposição: “Eu quero ver se nossos adversários estão dispostos a andar por este país e discutir este país como ele precisa ser discutido”.

A uma plateia de 40 mil trabalhadores do campo, Lula mandou um recado claro para quem defende o impeachment da presidenta. “Eles não perceberam que a eleição acabou. Eles não saem do palanque”, rebateu. “Não há ninguém que possa sequer tentar ameaçar o processo de construção democrática que está implantada no país”.

“Essas pessoas que agora se apresentam como a solução se esqueceram de que, quando cheguei à presidência do país, ele estava quebrado”, disparou o petista. Ele também afirmou que a presidenta pode errar como “qualquer um” e pediu união para as eventuais falhas sejam consertadas. “Não julguem a Dilma por seis meses de mandato, porque ele é de quatro anos.”

Integrantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) dividiram o palco com o ex-presidente e o apoiaram. “Não admitimos nenhum golpe nesse país”, defendeu a secretária de mulheres da entidade, Alessandra Luna.

Embora tenham adotado a linha de defesa ao governo de Dilma Rousseff, dirigentes da Confederação atacaram o ajuste fiscal implantado por ela e pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. “Faça o ajuste fiscal, mas não tire os direitos dos trabalhadores”, defendeu o presidente da Contag, Alberto Broch. “Esse é um recado ao Levy, Lula, não dá”, disse Luna.

*Com informações da Rede Brasil Atual e Folha de S. Paulo

(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)



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