Na contramão da sensatez

Os críticos de Fernando Haddad transitam na contramão da razão quando o assunto é mobilidade urbana no Município de São Paulo. Vivi lá por alguns...

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11951947_10153456920475465_3810647800821207967_n Os críticos de Fernando Haddad transitam na contramão da razão quando o assunto é mobilidade urbana no Município de São Paulo.

Vivi lá por alguns anos e vi na pele que a Cidade esgotou todas as soluções que a cultura que privilegia os automóveis dispõe, seja desde a ampliação de faixas para automóveis nas artérias que já são empaturradas de veículos, até o abuso na construção de paliativos como viadutos, túneis etc.

Os críticos do Prefeito das ciclofaixas não aceitam que se quebre o paradigma no qual o automóvel é o rei da selva de pedra. Não aceitam que o transporte público ou menos ofensivo ao meio ambiente seja priorizado em detrimento dos automóveis.

Após décadas de atraso na opção pelo transporte público, na demora na entrega de trens superfaturados, na ausência de uma cultura coletiva em vez de individual, as ações da Prefeitura no sentido de ampliar as ciclofaixas e ciclovias da Cidade  e beneficiar o transporte público, têm recebido de parte da população críticas quase que fundamentalistas, como se São Paulo já não soubesse que todas as soluções anteriores derram coms os burros n’água.

Mesmo assim, Haddad continua pedalando e optando pelo bom senso. Como o fez no último domingo, fechando a Av. Paulista para os antigos senhores feudais e abrindo em um dia isolado para a população em geral, dando contornos surreais ao local, com famílias experimentando o passeio de bicicleta, a pé, de patins, skates e outros instrumentos “revolucionários” de locomoção. Parecia um filme de Luís Buñuel.

Viu-se amor em São Paulo.

As críticas que uma parte da população faz a essa mudança de norte diretivo, demonstram como São Paulo – à semelhança de várias outras cidades Brasil afora – necessitam de forma urgente de uma inversão de prioridades.

Até porque Sampa com vias livres e desimpedidas para veículos novos e reluzentes, somente existe nos comerciais de tevê: a dura realidade mostra congestionamentos cada vez mais quilométricos.

As pessoas que não entendem a Cidade com outro meio de transporte que não sejam vias empanturradas de veículos, ficam a se perguntar como sobreviverão sem a única alternativa de transporte que as suas mentes engessadas apresentam. É o caso desta mensagem (foto) que viralizou nas mídias sociais.

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Na verdade, não importa onde os automóveis fiquem guardados, desde que fiquem um pouco longe das ruas.



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