Sinal verde – Um universo em trânsito na Avenida Paulista

No domingo, rostos, cores, cheiros, imagens, sons e movimentos formavam um mosaico bem representativo da diversidade paulistana. De uma ponta a outra, jovens, idosos, famílias, casais, cachorros transitaram a pé, de bike, skate ou patins e aproveitaram o dia ensolarado e as atrações do...

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No domingo, rostos, cores, cheiros, imagens, sons e movimentos formavam um mosaico bem representativo da diversidade paulistana. De uma ponta a outra, jovens, idosos, famílias, casais, cachorros transitaram a pé, de bike, skate ou patins e aproveitaram o dia ensolarado e as atrações do local

Texto e fotos por Adriana Ferreira

A Avenida Paulista se transformou em uma área de lazer a céu aberto neste domingo, 23 de agosto, com o bloqueio do tráfego de automóveis e a liberação do espaço para pedestres e ciclistas. É mais um teste que a prefeitura promove para definir se vai adotar o fechamento da via todos os domingos.

Rostos, cores, cheiros, imagens, sons e movimentos formavam um mosaico bem representativo da diversidade paulistana. De uma ponta a outra, jovens, idosos, famílias, casais, cachorros transitaram a pé, de bike, skate ou patins e aproveitaram o dia ensolarado e as atrações do local.

Em uma rápida pesquisa, visitantes e comerciantes locais entrevistados aprovaram a iniciativa. Fabiana Patrocínio, 30 anos, moradora  do Paraíso, bairro situado nas imediações da Avenida Paulista, contou que, até a manhã deste domingo, era contra o fechamento da via, em função do trânsito gerado no entorno. Porém, Fabiana, que comprou sua bicicleta há três anos, mas nunca havia circulado com a bike, decidiu pedalar na Paulista. Resultado, mudou de ideia: “Achei fantástico! De manhã, eu era contra, mas agora sou a favor e vou comprar uma briga imensa em casa (risos)”.

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Nick na bicicleta com seu “pai”, Germano

O corintiano Nick viveu seu dia de celebridade. Muito bem acomodado no cesto da bicicleta de seu “pai” Germano, protegido por um capacete estilizado com o símbolo do timão, ele ganhou afagos dos transeuntes e posou para tantas fotos que já estava cansado, segundo seu dono.

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Os abraços cósmicos de Diego e o encontro com o soteropolitano Tiago

Germano, usuário das ciclovias da capital, veio da Casa Verde, zona norte, para curtir o domingão na Paulista. Ele concorda com o fechamento da avenida para o lazer dos paulistanos. “Só aos domingos, não atrapalha. Mas não dá para agradar a todo mundo, tem gente que não gosta”, disse.

O soteropolitano Tiago, que deixou Salvador para estudar medicina na capital paulista, aprovou a iniciativa. “Eu estou achando maravilhoso, está lindo isso aqui! O melhor é a possibilidade de conviver com as pessoas, que é algo que tem muito no interior e, às vezes, sinto falta em São Paulo”, comenta. E, se ele procurava integração, encontrou. Conheceu o escritor Diego, que segurava um cartaz oferecendo “abraços cósmicos”, em frente ao vão livre do Masp. Após se abraçarem, ele também resolveu segurar o cartaz e os dois mais recentes “amigos de infância” distribuíram afeto para muita gente.

Na esquina da Rua Treze de Maio com a Paulista, uma parada com o pet, para um lanche na feirinha gastronômica
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Com o povo na rua, os artistas garantiram a audiência
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