Rodrigo Janot defende delações premiadas: “colaborador não é um dedo-duro, não é um X-9”

"É uma questão técnica que tem a grande vantagem de acelerar as investigações. Serve para orientar a coleta de prova. É um instrumento poderoso na investigação”, disse o procurador-geral da República em sabatina no Senado

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“É uma questão técnica que tem a grande vantagem de acelerar as investigações. Serve para orientar a coleta de prova. É um instrumento poderoso na investigação”, disse o procurador-geral da República em sabatina no Senado

Por Redação

O procurador-geral da República Rodrigo Janot defendeu, na manhã desta quarta-feira (26), em sabatina realizada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, o instituto das delações premiadas, bastante utilizado  na Operação Lava-Jato.

“O colaborador [delator] não é um dedo-duro, não é um X9. Pela lei, primeiro ele tem que reconhecer a prática do crime e dizer quais são as pessoas que também estavam envolvidas na prática daquele crime”, disse, durante a sabatina.

De acordo com Janot, a mera palavra do acusado que firmou acordo de delação não é suficiente como prova, sendo necessária uma investigação a respeito do relatado. “Você tem que comprovar aquela circunstância e a vinculação da pessoa àqueles fatos que ele diz. Compete ao MP [Ministério Público] fazer essas comprovações. Aí sim, ganha força o depoimento do colaborador. É uma questão técnica que tem a grande vantagem de acelerar as investigações. Serve para orientar a coleta de prova. É um instrumento poderoso na investigação.”

Janot pregou ainda a “harmonia” e parceria com os três poderes da República. “Jamais pretenderia o MP se mostrar como ente especial na estrutura do Estado, muito menos desrespeitar os demais Poderes […] O MP não é o único ente empenhado nesta caminhada. Tem ao seu lado o Parlamento e o Executivo e o Judiciário. Todos somos responsáveis por acertos e erros. Não me excluo dessa regra e ninguém pode fazê-lo.”

Com informações da Agência Brasil e Agência Senado

Foto de capa: Marcelo Camargo/Agência Brasil



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