MTST vai às ruas contra cortes no orçamento do governo federal

Em nota, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto anuncia protesto no dia 23 de setembro contra cortes anunciados pelo governo. "Defenderemos nas ruas a taxação das grandes fortunas, de dividendos e remessas de lucro, além da maior progressividade no Imposto de Renda. Os ricos, banqueiros...

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Em nota, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto anuncia protesto no dia 23 de setembro contra cortes anunciados pelo governo. “Defenderemos nas ruas a taxação das grandes fortunas, de dividendos e remessas de lucro, além da maior progressividade no Imposto de Renda. Os ricos, banqueiros e empresários devem pagar a conta”

Por Redação

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto anunciou que irá às ruas no próximo dia 23 de setembro para protestar contra os cortes no orçamento do governo federal anunciados nesta segunda-feira (14). Uma das principais críticas se refere ao congelamento no financiamento do Minha Casa Minha Vida (MCMV).

“A terceira fase do MCMV foi anunciada no último dia 10/9 e seu formato incorporou várias das propostas apresentadas pelo MTST, tais como: maior priorização da modalidade Entidades, aumento do limite de renda da faixa 1, recurso para equipamentos públicos e regulamentação de áreas comerciais nos condomínios”, diz o texto. “Mas de nada adianta ganhar e não levar. Não houve compromisso do Governo com a definição do orçamento do programa nem com metas de novas contratações.”

De acordo com o movimento, a solução para o problema fiscal precisa ser buscada “em cima daqueles que ganharam como nunca nos últimos anos”. “Defenderemos nas ruas a taxação das grandes fortunas, de dividendos e remessas de lucro, além da maior progressividade no Imposto de Renda. Os ricos, banqueiros e empresários devem pagar a conta”, afirma o texto.

Confira a íntegra da nota abaixo:

O MTST mais uma vez repudia as soluções adotadas pelo Governo Federal que joga o custo da crise nas costas dos trabalhadores mais pobres.

Desta vez foi anunciado o corte de mais R$26 bilhões no Orçamento. Os principais cortes referem-se ao congelamento no salário de servidores e ao financiamento do Minha Casa Minha Vida, além de R$3,8 bilhões na saúde.

A terceira fase do MCMV foi anunciada no último dia 10/9 e seu formato incorporou várias das propostas apresentadas pelo MTST, tais como: maior priorização da modalidade Entidades, aumento do limite de renda da faixa 1, recurso para equipamentos públicos e regulamentação de áreas comerciais nos condomínios.

Mas de nada adianta ganhar e não levar. Não houve compromisso do Governo com a definição do orçamento do programa nem com metas de novas contratações. O cenário se agravou ainda mais com os cortes de hoje. Ainda não está claro de que forma a mudança de fonte de R$4,8 bilhões para o FGTS afetará o programa, mas os sinais do Governo novamente vão em sentido contrário das expectativas populares.

Por isso, o MTST mobilizará milhares de pessoas no próximo dia 23/9 em importantes capitais do país contra os cortes. Deixaremos claro que não aceitamos pagar a conta da crise.

A solução para o problema fiscal deve ser buscada em cima daqueles que ganharam como nunca nos últimos anos. Defenderemos nas ruas a taxação das grandes fortunas, de dividendos e remessas de lucro, além da maior progressividade no Imposto de Renda. Os ricos, banqueiros e empresários devem pagar a conta.

A saída para a crise é com o povo e não contra ele.

Coordenação Nacional do MTST

 

Foto de capa: Jussara Basso/ MTST



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