Polêmica, emoção e atitude dignas de um gigante: relembre Tim Maia

Para celebrar toda a força e a energia deste artista universal, que na semana que passou faria 73 anos, selecionamos dez faixas para recordar ou conhecer a grandiosidade do trabalho do “síndico”...

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Para celebrar toda a força e a energia deste artista universal, que na semana que passou faria 73 anos, selecionamos dez faixas para recordar ou conhecer a grandiosidade do trabalho do “síndico”

Por Monise Berno

Esta é uma matéria da Fórum Semanal. Confira o conteúdo especial da edição 215 clicando aqui

Em 28 de setembro de 1942 nascia uma das personalidades mais conflitantes, inquietas e talentosas da música brasileira: Sebastião Rodrigues Maia, o Tião, o Tim, o síndico da soul music, um dos maiores nomes da música brasileira.

A polêmica acompanhou a sua vida e sua carreira até o momento de sua morte, em 1998. Cantor, compositor, maestro, produtor musical e multi-instrumentista, passou por fases distintas em sua música mantendo a mesma emoção e qualidade e intensidade, se tornando um artista completo.

No começo de sua trajetória, junto com outros nomes promissores da Jovem Guarda como Ritchie, Wanderleia, Erasmo Carlos e Roberto Carlos, o trabalho com música era árduo e cheio de nuances escusas. Por diversas vezes, os conchavos e os acordos individuais levaram não só Tim como alguns dos nomes citados acima para o limbo do mercado fonográfico nacional.

Tim Maia escolheu o rompimento com o mercado e travou uma luta individual pela arte inédita e autoral. Buscando trilhar seu próprio caminho musical, não é raro encontrar seus contemporâneos se referindo a ele como denunciante, contestador, explosivo e ‘encrenqueiro’.

As desavenças com Roberto Carlos e com gravadoras são exemplos evidentes dessa postura combativa. Desentendimentos estes que foram engolidos pela Rede Globo durante a exibição do especial sobre a vida e a obra do Síndico: a realidade foi um pouco diferente das cenas de apoio e amizade leve exibidas no horário nobre das férias, em janeiro de 2014.

Sua intensidade inata encontrou guarda no abuso de drogas e álcool, muitas vezes levando Tim à polícia. A emoção vibrante o fez declarar seus amores, suas dores, histórias e filosofias nas letras de suas canções. Sua musicalidade encontrou a batida perfeita nos compassos da soul music, ritmo que dominou e que representa até hoje no mundo todo.

A exploração criativa deu o tom de suas fases musicais – o rock, o romântico, o dançante, o irreverente, o racional. Sua obra correu o mundo, junto com suas declarações polêmicas e seus rompantes de ira que atingiam qualquer pessoa que estivesse à sua volta.

Definitivamente, um gigante. Negro, pobre e gordo, fez da sua música sua armadura para enfrentar a vida e alcançar reconhecimento perene de toda a sua obra. Para celebrar toda a força e a energia deste artista universal, selecionamos dez faixas para relembrar e conhecer a grandiosidade do trabalho de Tim Maia.

1. Festa do Santo Reis

2. Que Beleza

3. Bom Senso

4. O Caminho do Bem

5. Ela partiu

6. Réu Confesso

7. Sossego

8. Padre Cícero

9. Do Leme ao Pontal

10. Me dê Motivo

Foto de capa: Sonia D’Almeida

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