E o Uber?

Esta semana será decisiva para o caso Uber em São Paulo, pois o prefeito Fernando Haddad deve decidir nesta quinta-feira(8) a regulamentação e o futuro do veto para o PL...

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Esta semana será decisiva para o caso Uber em São Paulo, pois o prefeito Fernando Haddad deve decidir nesta quinta-feira(8) a regulamentação e o futuro do veto para o PL 349/14. Sob pressões, circulou uma campanha descolada $$$ e bem articulada em todas as redes, como o vídeo de Marina Person que diz: “São Paulo pede outra atitude corajosa do prefeito”. Mais infos via: Uber e SPressoSP

“Precisamos modernizar o serviço. Não podemos dispensar uma tecnologia disponível que é do agrado do usuário em função de preconceitos. Mas temos que reconhecer que sem regulamentação esse serviço vai degradar e não auxiliar a cidade”, observou Haddad.

Segundo o prefeito, os estudos técnicos e jurídicos sobre o tema estão prontos. O projeto prevê a criação de uma nova categoria, permitindo a autorização de um serviço de táxis exclusivo por meio do uso de aplicativos. Os motoristas teriam que seguir normas e regras, além de pagarem uma taxa estabelecida pelo poder municipal.

Luddismo e o embate

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(Fonte: Wikipedia)

Em 1811, na Inglaterra, os luditas chamaram a atenção ao invadirem fábricas e destruírem máquinas, que, segundo eles, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos.

Aplicativos como Uber, Waze e 99Taxis representam o avanço das novas tecnologias que nos servem. São códigos empacotados que ganham vida, interagem e se transformam no avanço de novos dispositivos e suas relações humanas. Pode ser difícil de aceitar, mas é só no começo, foi assim também no passado com tecnologias como o K7, que fez repensar a venda de vinil, o blockbuster e o cinema, o MP3 e as gravadoras e agora os streamings ondemand e a compra de downloads.

No caso do Uber, a tecnologia permite rapidez e a facilidade a um clique, derruba custos por simplificar o operacional e bloqueia o pagamento de extras a terceiros, o que propicia, por sua vez, tarifas mais justas à população. Em São Paulo, precisamos apoiar todas as iniciativas que permitam transportes mais eficientes, opções ao cidadão, e o táxi poderia interagir muito bem com sistemas como metrô, corredor de ônibus e as bikes.

Por outro lado, sabemos que taxistas pagam caro a conta para regulamentar sua profissão, manter seu carro em dia e muitos ainda “compram” pontos privilegiados. É daí que surge todo um comércio ilegal de alvará com garantias de faturamento. Parte do valor alto das corridas dos aeroportos, por exemplo, são para “fazer jus” a todo um esquema de investimento.

O que fazer com a novidade?

Acredito que regulamentar é sempre o melhor caminho e as discussões já geram modelos para as novas tecnologias que vão aparecer. No caso Uber, regularizar pode expandir o setor, fazer com que a população pague menos e os taxistas de fato ganhem mais.

Diminuir intermediários sempre foi saudável para todos os setores e essa é uma das principais dádivas do digit@l, algo que precisa ser melhor aproveitado.

O não olhar ao Uber é não reconhecer que tem uma demanda social, que existem interesses comerciais contrários que precisam ser equalizados a uma nova realidade da sociedade, desta vez conectadas em redes e em rápida evolução.

Estou na torcida para que dê tudo certo!

Veja o vídeo da campanha:

Estamos do mesmo lado, Prefeito Haddad.
Acesse http://t.uber.com/SAOPAULO e envie sua mensagem para o prefeito.

Posted by Uber on Terça, 6 de outubro de 2015



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