Procurador alheio à Operação Zelotes pediu busca em firma de filho de Lula

Relatório encaminhado pela Polícia Federal à Justiça não tinha nome de Luis Cláudio Lula da Silva nem mencionava empresas das quais ele é sócio

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Relatório encaminhado pela Polícia Federal à Justiça não tinha nome de Luis Cláudio Lula da Silva nem mencionava empresas das quais ele é sócio

Por Redação*

filho de lula

No relatório de 164 páginas elaborado pela Polícia Federal a respeito da última fase da Operação Zelotes não constava o nome de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, nem eram mencionadas as empresas LFT Marketing Esportivo e a Touchdown Promoção de Eventos Esportivos, das quais é sócio.

O pedido da PF feito à Justiça incluía o pedido de prisão preventiva de cinco pessoas, a condução à delegacia de outras nove e mandados de busca e apreensão em sete empresas. Só posteriormente, em função de um pedido do procurador regional da República José Alfredo de Paula e Silva, que não faz parte das investigações relativas à operação, foram incluídos os nomes das empresas Luis Cláudio entre as que deveriam ser alvo de ação de busca e apreensão.

A base para o pedido do procurador foi um contrato de R$ 1,5 milhão firmado entre uma das empresas investigadas pela Zelotes, a Marcondes e Mautoni, e a LFT Marketing Esportivo. “É muito suspeito que uma empresa de marketing esportivo receba valor tão expressivo de uma empresa especializada em manter contatos com a Administração Pública”, justificou o procurador, sem qualquer outro tipo de aprofundamento ou demonstração. Estimava-se que o setor de patrocínio na área, em 2013, movimentava R$ 3 bilhões no país. Os delegados federais responsáveis pelo caso não haviam levantado qualquer suspeita sobre o contrato.

Os advogados de Luis Cláudio Lula da Silva protocolaram na quarta-feira (28) perante o Tribunal Regional Federal mandado de segurança em favor de suas empresas com o objetivo de declarar a nulidade das decisões, argumentando a respeito da ilegalidade da busca e aapreensão e pedindo a restituição de todo o material apreendido.

“Somente o MPF pediu a inclusão das citadas empresas. Das 4 manifestações produzidas pelo MPF no processo, 3 trataram das empresas de Luis Cláudio”, diz em nota Cristiano Zanin Martins, da Teixeira Martins Advogados. “A LFT e a Touchdown exercem atividades lícitas especificadas pelos respectivos objetos sociais. Todos os seus valores recebidos, decorrentes de contratos, foram contabilizamos e os impostos recolhidos”, afirma.

*Com informações do Uol



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