Após ter muro pichado, estudante vítima de homofobia reage no Facebook

"Sou uma bichona de marca maior e não me envergonho nem um pouco disso, nunca vou fingir ser algo que não sou para ser aceito e jamais vou parar de compartilhar e expor minhas ideias para que pessoas como essas pensem que 'está tudo...

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“Sou uma bichona de marca maior e não me envergonho nem um pouco disso, nunca vou fingir ser algo que não sou para ser aceito e jamais vou parar de compartilhar e expor minhas ideias para que pessoas como essas pensem que ‘está tudo bem, só não pode ser gay perto de mim'”, postou Ramom Habitsenther, de 21 anos, morador de Volta Redonda (RJ)

Por Redação

Quando sua casa amanhece pichada com uma mensagem homofóbica, o que se deve fazer? Para o estudante universitário Ramom Habitsenther, de 21 anos, a única opção é reagir – e foi o que aconteceu. Na última quarta-feira (4), ele postou no Facebook um texto, compartilhado mais de 3 mil vezes, em resposta aos agressores que escreveram a palavra “bichona” em um dos muros de sua residência, na cidade de Volta Redonda (RJ).

“Sou uma bichona de marca maior e não me envergonho nem um pouco disso, nunca vou fingir ser algo que não sou para ser aceito e jamais vou parar de compartilhar e expor minhas idéias para que pessoas como essas pensem que ‘está tudo bem, só não pode ser gay perto de mim’. SIM, NÓS EXISTIMOS E PERSISTIMOS! Não vou me calar em relação a isso e a nada mais”, escreveu o jovem.

Nunca fui de me abalar com o comentário das pessoas em relação a minha orientação sexual, eu cresci ouvindo e vivendo…

Posted by Ramom Habitsenther on Quarta, 4 de novembro de 2015

 

Em entrevista ao jornal O Dia, Ramom afirmou que a publicação foi um “desabafo”. “Foram anos e anos de situações acumuladas. E a pichação foi a gota d’água para eu não ser mais tão passivo diante do que eu vinha passando. Eu queria que as pessoas do meu bairro, que sempre me provocaram, vissem que eu não estou nem aí. Não tem problema nenhum ser uma bichona, ser uma bichona é sensacional! As pessoas são diferentes e que bom que as pessoas são diferentes”, declarou. “Para mim, foi apenas mais um dia. Está tudo sob controle.”



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