“Fizeram de mim o inimigo número um das mulheres”, reclama Eduardo Cunha

Em artigo na Folha de S. Paulo, publicado hoje (24), o presidente da Câmara critica as manifestações realizadas de norte a sul do país contra o PL 5.069/2013, acusado de impor um retrocesso nos direitos relativos ao aborto. “Esses movimentos propagam mentiras contra minha...

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Em artigo na Folha de S. Paulo, publicado hoje (24), o presidente da Câmara critica as manifestações realizadas de norte a sul do país contra o PL 5.069/2013, acusado de impor um retrocesso nos direitos relativos ao aborto. “Esses movimentos propagam mentiras contra minha imagem”, alega

Por Redação

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) publicou um artigo nesta terça-feira (24), no jornal Folha de S. Paulo, sobre o projeto de lei 5.069, que transforma em crime contra a vida o anúncio de meios, substância, processo ou objetos abortivos.

A proposta ainda criminaliza e gera penalidades para quem induz, instiga ou auxilia a realização do procedimento. Quando é conduzido por profissionais de saúde, a pena é agravada, podendo chegar de 5 a 10 anos de detenção.

O PL foi apresentado em 2013 por Cunha e outros 12 deputados, e não passou despercebido por militantes do movimento feminista, que o acusam de tentar impor retrocessos aos direitos das mulheres. Manifestações de norte a sul do país alertaram para as atitudes do peemedebista, fortemente influenciadas por ideais religiosos e conservadores.

No artigo divulgado hoje, ele tenta se defender diante da pressão das ativistas. “Assisto pasmo às manifestações contra mim e o projeto, como se eu fosse seu único autor e também o responsável pelo texto que aprovaram na comissão à minha revelia, o qual não tem e nem terá meu apoio (…) Transformaram-me, injustamente, no inimigo número um das mulheres”, declarou.

Ele alega que as pautas em questão não partiram de uma opinião pessoal, mas do posicionamento da maioria da sociedade brasileira. “Esses movimentos propagam mentiras contra minha imagem”, acredita. A tentativa de ganhar credibilidade perante a população surge em um momento nada agradável para o deputado, que pode ter seu mandato cassado pelo Conselho de Ética da Câmara por ter mentido sobre a existência de contas bancárias em seu nome no exterior.

Foto de capa: Mídia NINJA



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