Ordens para a ‘máfia das merendas’ em SP saíram do Palácio dos Bandeirantes

De acordo com interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Civil, partiam do ex-assessor da Casa Civil do governo Alckmin as ordens, dadas de dentro do Palácio dos Bandeirantes, para o pagamento de propinas e superfaturamento de contratos para o fornecimento de merenda escolar

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De acordo com interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Civil, as ordens para o pagamento de propinas e superfaturamento de contratos para o fornecimento de merenda escolar partiam do ex-assessor da Casa Civil do governo Alckmin, dadas de dentro do Palácio dos Bandeirantes 

Por Redação

Interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Civil na Operação Alba Branca revelam que as ordens para superfaturamento de contratos e propinas a serem pagas pela Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) a figuras ligadas ao governo de São Paulo partiram de um assessor de dentro do Palácio dos Bandeirantes. De acordo com o relatório policial divulgado nesta segunda-feira (1) pelo jornal O Estado de S. Paulo, Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”, ex-assessor do secretário-chefe da Casa Civil do governo Alckmin, operava os esquemas através de um celular, de dentro de sua sala na sede do governo paulista.

As interceptações revelam, em boa parte, “Moita” orientando o lobista Marcel Ferreira Júlio, tido como o operador das propinas da Coaf.

“As apurações demonstraram que Marcel trabalhou em duas frentes para a Coaf. A primeira, num contrato firmado com a Secretaria de Educação do Estado, onde aparentemente se deu a participação de “Moita” e, a segunda, “em contratos firmados com Prefeituras”, diz o relatório da polícia.

Sete pessoas ligadas à Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) tiveram prisão decretada pela Justiça – um está foragido – e três deles disseram, em depoimento à Polícia Civil, que o valor da propina chegava a 25% dos contratos. Ao todo, 22 prefeituras são investigadas por possível ligação com o esquema.

Entre os supostos beneficiários das propinas que foram citados pelos delatores presos, além de “Moita”, está o promotor público licenciado e atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB), que nega as acusações. O ex-secretário da Casa Civil de Alckmin, por sua vez, saiu do cargo quando a operação foi deflagrada e voltou a ocupar seu posto anterior na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Até o momento ele não se pronunciou sobre as acusações

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