Julian Assange pode ser libertado

Depois de passar três anos e meio na Embaixada do Equador em Londres, o fundador da WikiLeaks poderá sair amanhã (sexta-feira, 5) em liberdade por conta da avaliação da ONU de que é inocente

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Depois de passar três anos e meio na Embaixada do Equador em Londres, o fundador da WikiLeaks poderá sair amanhã (sexta-feira, 5) em liberdade por conta da avaliação da ONU de que é inocente

Por esquerda.net

Julian Assange apresentou queixa contra o Reino Unido e a Suécia ao grupo de trabalho das Nações Unidas sobre Detenções Arbitrárias em 2014. A decisão deste grupo  não é legalmente vinculativa e é apenas considerada como uma recomendação moral. A decisão acabou de ser publicada e a conclusão foi que foi, de facto, uma “detenção arbitrária”.

Assange afirmou num comunicado publicado no WikiLeaks que, se o grupo da ONU decidir que ele tem de ser preso, se entregará às autoridades britânicas no mesmo dia. Acrescentou que, se o parecer for positivo, pretende que lhe devolvam imediatamente o seu passaporte e que desistam de o tentar prender. Contudo, não sendo o parecer obrigatório, se Assange sair da Embaixada onde se encontra refugiado desde junho de 2012, a polícia britânica já anunciou que o irá prender, devido às queixas por alegados crimes sexuais cometidos na Suécia há vários anos atrás.

Assange é natural da Austrália e teme que, se for enviado para a Suécia, onde enfrenta as queixas por violação, seja extraditado para os Estados Unidos, onde lhe pode ser sentenciada a pena de morte devido ao conteúdo dos documentos que divulgou.

No seu pedido ao grupo de trabalho da ONU, Assange queixou-se de ser perseguido por motivos políticos e que o seu confinamento na Embaixada o privava de luz solar, ar fresco e cuidados de saúde adequados, estando num permanente estado de insegurança. O mesmo grupo de trabalho das Nações Unidas esteve envolvido na libertação de Aung San Suu Kyi, na Birmânia, que passou anos em prisão domiciliária.

Foto: Neha Viswanathan/Flickr



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