ONU apela ao Reino Unido e à Suécia para libertar Assange

Especialistas da entidade apelaram hoje (5) às autoridades dos dois países para que o fundador do WikiLeaks seja libertado. O Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária declarou que a privação de liberdade ilegal de longo prazo foi aplicada a ele por causa de uma...

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Especialistas da entidade apelaram hoje (5) às autoridades dos dois países para que o fundador do WikiLeaks seja libertado. O Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária declarou que a privação de liberdade ilegal de longo prazo foi aplicada a ele por causa de uma investigação “pouco ativa” da procuradoria da Suécia, sendo realizada em detrimento do direito internacional

Da Agência Sputinik Brasil, via Agência Brasil

Especialistas da ONU apelaram hoje (5) às autoridades do Reino Unido e da Suécia para libertar Julian Assange, fundador do WikiLeaks, e respeitar o seu direito à liberdade de deslocamento.

O Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária da ONU declarou que a privação de liberdade ilegal de longo prazo foi aplicada a Assange por causa de uma investigação “pouco ativa” da procuradoria da Suécia. A detenção de Assange foi realizada em detrimento do direito internacional.

Além disso, o Grupo de Trabalho afirmou que “a privação de liberdade de Assange deve ser cessada, a sua inviolabilidade pessoal e o direito à liberdade de deslocamento devem ser respeitas e que deve ter o direito à compensação”. Entretanto, recomendações do Grupo não são obrigatórias.

Em 2006, o jornalista Assange fundou o site WikiLeaks, que publica materiais secretos expondo corrupção e outros crimes de vários países. Inicialmente, o alvo do site era descobrir e tornar públicos os casos de corrupção na Ásia Central, na China e na Rússia, mas o WikiLeaks também publicava matérias sobre crimes do governo e empresas ocidentais. Assange foi o líder do grupo de nove coordenadores do site, mas não se considerava “fundador” e sim um “editor-chefe”.

Em 2010, as autoridades suecas formalizaram acusações contra Assange por coerção sexual e estupro. Desde 2012, o fundador do WikiLeaks reside na embaixada do Equador em Londres para evitar extradição por autoridades suecas aos Estados Unidos, onde pode encarar processos criminais por espionagem e publicação de milhares de documentos confidenciais.



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