Christian Laval, Christian Dunker e Silvia Viana debatem o fim da democracia liberal

Evento nesta terça-feira (12), no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo, é gratuito e aberto ao público

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Evento nesta terça-feira (12), no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo, é gratuito e aberto ao público

Da Redação

A Boitempo, o Centro Universitário Maria Antonia, a Revista Fórum e o Institut Français – Brasil convidam para o debate de lançamento de A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal, de Pierre Dardot e Christian Laval, que parte do anseio de urgência e de intervenção política de que a esquerda ainda não entendeu o que é o neoliberalismo, e está pagando um preço altíssimo por isso. Após a exposição inicial do autor, Christian Laval, o psicanalista Christian Dunker e a socióloga Silvia Viana farão intervenções com mediação de Renato Rovai.

O evento é gratuito e aberto ao público em geral, sem necessidade de inscrição prévia, e está marcado para o dia 12 de abril, terça-feira, às 20h, no Centro Universitário Maria Antonia, em São Paulo. Sujeito à lotação do auditório.

debate boitempo

Debate “O fim da democracia liberal: neoliberalismo e pós-democracia”
Com Christian Laval, Christian Dunker e Silvia Viana, mediação de Renato Rovai
12 de abril | terça-feira | 20h
Sala 100 do Centro Universitário Maria Antonia | R. Maria Antônia, 294 | Vila Buarque | São Paulo – SP
Organização: Boitempo, Centro Universitário Maria Antonia e Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP
Apoio: Institut Français, Revista Fórum, Programas de Pós-Graduação em Sociologia, em Filosofia e em Ciência Política da FFLCH/USP

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Sobre o livro:

A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal, de Pierre Dardot e Christian Laval

a nova razao do mundoAinda não entendemos o que é o neoliberalismo, e estamos pagando um preço altíssimo por isso. É esse anseio de urgência que levou os pensadores franceses Pierre Dardot e Christian Laval a escreverem A nova razão do mundo, obra que passa a limpo todos os lugares-comuns sobre a natureza do capitalismo contemporâneo.

Por meio de recursos analíticos pouco ortodoxos – que conciliam investigação histórico-social e psicanálise, Foucault e Marx –, Dardot e Laval desfazem mitos e revelam o que há de novo no neoliberalismo: umaracionalidade global – e não apenas uma doutrina econômica ou ideológica – que vem transformando profundamente as sociedades de forma subterrânea e difusa, estendendo seu sistema normativo a todas as relações sociais, sem deixar incólume nenhuma esfera da existência humana.

Levando a sério a formulação de Margaret Thatcher – “A economia é o método. O objetivo é mudar a alma” –, o livro descreve os assombrosos contornos deste mundo em que “o desejo é o alvo do novo poder”. Dardot e Laval afirmam que a grande inovação da tecnologia neoliberal é vincular diretamente a maneira como um homem “é governado” à maneira como ele próprio “se governa”. Ao explorar as raízes e ramificações do pensamento neoliberal ao longo do século XX, os autores destrincham de forma clara e precisa as implicações desse novo paradigma, em que a economia torna-se uma disciplina pessoal.

A figura central dessa nova racionalidade é o “sujeito empresarial”. Cada indivíduo é uma empresa que deve se gerir e um capital que deve se fazer frutificar. O conceito define a totalidade do que já foi chamado por estudos anteriores de sujeito “hipermoderno”, “impreciso”, “flexível”, “precário”, “fluido”, “sem gravidade”, “individualista”. Na nova razão do mundo, todas as atividades devem assemelhar-se a uma produção, a um cálculo de custo, aliado ao imperativo do “sempre mais”, que visa a intensificar a eficácia de cada sujeito em todos os domínios: escolar e profissional, mas também relacional, sexual e assim por diante. As atividades que permeiam a vida são concebidas essencialmente como “investimento” no interminável processo de valorização do eu, sobre o qual o indivíduo é inteiramente responsável.

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