“Dilma vai lutar pela democracia até o fim”, diz Cardozo

Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, afirma que presidenta lutará com todas as suas forças para derrotar aqueles que querem um governo sem a legitimidade das urnas

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Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, afirma que presidenta lutará com todas as suas forças para derrotar aqueles que querem um governo sem a legitimidade das urnas

Por Redação

José Eduardo Cardozo concedeu há pouco uma entrevista coletiva sobre a votação da abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, aprovada na Câmara, neste domingo (17). Segundo o advogado-geral, Dilma vai se pronunciar nesta segunda. Mas adiantou que a votação não abaterá Dilma e fará com que ela deixe de lutar. Pelo contrário, “Dilma é forte e sabe lutar”.

“Foi um retrocesso a instauração de processo de impeachment contra a Presidente da República, Dilma Rousseff, eleita por 54 milhões de votos e sem nenhum processo e crime de responsabilidade. De modo que a decisão da Câmara dos Deputados ameaça interromper 30 anos de democracia no país”, disse.

Cardozo afirmou que foi uma página triste virada pelos deputados que concordaram com argumentos frágeis e sem sustentação jurídica do relatório do deputado Jovair Arantes.

“Digo que é um retrocesso porque se trata de um impeachment orquestrado por uma oposição que não aceitou a derrota nas últimas eleições, e que não deixou a presidenta governar, boicotando suas iniciativas e a retomada do desenvolvimento do país.”

Ainda de acordo com Cardozo, Dilma não é acusada de desviar um níquel sequer, seu nome não consta em nenhuma lista de propinas e ela não tem contas no exterior. Para ele, o processo é político, “o que é inaceitável no presidencialismo”. “Ninguém discutiu os fatos da acusação”, destacou.

Por fim, Cardozo ressaltou que “quem é favorável à democracia não pode ser favorável ao que aconteceu hoje na Câmara dos Deputados”.



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