Em cerimônia da ONU nos EUA, Dilma terá a oportunidade denunciar o golpe internacionalmente

A comunicação da presidência informou que é praticamente certo que Dilma embarque amanhã para Nova Iorque (EUA), mesmo com a prerrogativa que Temer assuma a cadeira de presidente até sua volta, no dia seguinte....

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A comunicação da presidência informou que é praticamente certo que Dilma embarque amanhã para Nova Iorque (EUA), mesmo com a prerrogativa que Temer assuma a cadeira de presidente até sua volta, no dia seguinte. Se seguir tom que vem adotando nas últimas semanas, deve expor aos chefes de Estado a situação política no Brasil

Por Redação

A repercussão internacional do golpe no Brasil por meio dos veículos de imprensa pode ser reforçada agora com uma declaração pessoal da presidenta Dilma Rousseff. Em meio a especulações, a comunicação da Presidência da República informou à Fórum que é praticamente certo que Dilma embarque nesta quinta-feira (21) para Nova Iorque, onde participará da cerimônia da Organização das Nações Unidas (ONU) do Acordo de Paris sobre Mudanças do Clima.

A confirmação da participação de Dilma no evento, onde estarão presentes líderes e chefes de Estado de todo o mundo, abre caminho para que ela use seu espaço na tribuna para denunciar a tentativa de golpe em curso no Brasil. Isso por que a presidenta deixou de ir na última reunião do grupo, no mês passado, por conta da situação política no país. A decisão de participar do evento, ainda com a prerrogativa de que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assuma sua cadeira, reforça a tese – que não foi confirmada, mas também não foi desmentida, pela comunicação da presidenta.

Diferentemente do que foi noticiado mais cedo por alguns veículos, o peemedebista não será o presidente do país até a próxima segunda-feira (18), já que, de acordo com sua comunicação, ela retornará na sexta-feira (22).

Após a aprovação, na Câmara dos Deputados, da abertura do processo de impeachment, Dilma concedeu duas entrevistas coletivas: uma para jornalistas estrangeiros e outra em cadeia nacional. Em ambas, classificou o processo de afastamento em tramitação no Congresso com “eleições indiretas” e golpe.

Foto: ONU



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