Parlamento ‘podre’ processou Dilma, afirma jornal ‘El País’

Publicação cita pesquisa da ONG Transparência Brasil, que indica que mais de 50% dos deputados brasileiros possuem contas pendentes na Justiça.

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Publicação cita pesquisa da ONG Transparência Brasil, que indica que mais de 50% dos deputados brasileiros possuem contas pendentes na Justiça

Por Opera Mundi

Uma matéria publicada ontem (24) no jornal espanhol El País classifica como “podre” o Parlamento brasileiro que, em 17 de abril, votou a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Segundo o artigo “O parlamento podre que processa a presidente”, o deputado Paulo Maluf (PP), a quem se atribui a frase “Rouba, mas faz”, “personifica o mal que corrói o Parlamento brasileiro: o escasso nível moral de muitos de seus integrantes”.

“O deputado Maluf, condenado a três anos de cárcere por lavagem de dinheiro na França, perseguido pela Interpol pelo mesmo delito, sem poder sair do país por temor de acabar em uma prisão estrangeira, foi um dos parlamentares que votou no último dia 17 a favor do processo de destituição da presidenta Dilma Rousseff”.

O jornal cita uma pesquisa da ONG Transparência Brasil que indica que mais de 50% dos deputados brasileiros possuem contas pendentes na Justiça.

A publicação aponta outros parlamentes, como Alberto Fraga (DEM) condenado por porte ilegal de arma de fogo, e Éder Mauro (PSD), que foi acusado de extorsão e tortura em 2009 enquanto era chefe de polícia no Estado do Pará.

O jornal diz também que o político “mais detestado” pelos brasileiros não é a presidente Dilma Rousseff, e sim o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). De acordo com El Pais, “94% dos apoiadores de Dilma Rousseff está contra ele; 84% dos que querem que a presidente saia, também”.

“Cunha, religioso evangélico, está sendo acusado de manter contas milionárias na Suíça enriquecidas a partir de subornos da Petrobras”, afirma o texto.

A publicação diz que o Senado brasileiro mantém a mesma “impactante” taxa de políticos envolvidos em casos judiciais, 55,6%.

O jornal cita como exemplo “tão ridículo quanto sintomático” o caso da deputada Raquel Muniz (PSD) que, ao votar a favor do impeachment de Dilma na Câmara, afirmou que o Brasil tinha “saída” e que marido, o prefeito de Montes Claros em Minas Gerais, Ruy Muniz, “nos mostra isso com seu trabalho”.

“No dia seguinte, o prefeito (o marido) foi detido pela Polícia Federal acusado de sabotar o andamento de um hospital público em favor de outro privado gerido por seus parentes ‘sujos’”.



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