MPF pede que Polícia Civil de São Paulo investigue ameaças contra Leonardo Sakamoto

Notícias falsas contra o jornalista – criador do site Repórter Brasil, veículo que colabora no combate ao trabalho escravo – provocaram uma campanha de agressões e ameaças não só no ambiente virtual, mas...

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Notícias falsas contra o jornalista – criador do site Repórter Brasil, veículo que colabora no combate ao trabalho escravo – provocaram uma campanha de agressões e ameaças não só no ambiente virtual, mas também em ruas e ambientes públicos

Por Redação

O Ministério Público Federal em São Paulo enviou uma solicitação para que a Polícia Civil paulista passe a investigar as ameaças contra a integridade física do jornalista Leonardo Sakamoto, criador do site site Repórter Brasil, veículo que colabora no combate ao trabalho escravo, e conselheiro da ONU (Organização das Nações Unidas) para o tema.

Sakamoto vem recebendo diversas mensagens de ódio, inclusive com ameaças de morte. O jornalista relata ainda que os constrangimentos não se limitam ao ambiente virtual. As abordagens também ocorrem em locais públicos, como estabelecimentos comerciais e nas ruas, onde pessoas o agridem verbal e fisicamente. Segundo ele, os ataques, que acontecem desde o final de 2014, estão relacionados também à sua atuação na defesa dos direitos de minorias e no combate ao trabalho escravo.

“Essas difamações ficam meses e anos na internet, sobrevivendo de incautos. É conteúdo que, difundido por pessoas e grupos que promovem o ódio e a intolerância, municia pessoas sem discernimento. Que, no limite, fazem justiça com as próprias mãos”, afirmou Sakamoto.

As coações se intensificaram a partir do fim de janeiro, quando o jornal mineiro Edição do Brasil publicou uma entrevista fictícia na qual Sakamoto teria dito que aposentados são “inúteis à sociedade”. Ele desmentiu com veemência o teor da publicação e o jornal reconheceu a falsidade do conteúdo, mas o material já havia sido largamente compartilhado pelas redes sociais e gerou manifestações de indignação.

Com informações da Procuradoria da República em São Paulo



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