Anistia Internacional: a 100 dias das Olimpíadas, Rio de Janeiro precisa lidar com graves problemas de segurança pública

De acordo com entidade, violência policial é um dos principais problemas a ser combatido. Pelo menos 11 pessoas foram mortas pela polícia desde o início de abril Por Redação...

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De acordo com entidade, violência policial é um dos principais problemas a ser combatido. Pelo menos 11 pessoas foram mortas pela polícia desde o início de abril

Por Redação

Segundo a Anistia Internacional, a cem dias do início das Olimpíadas no Rio de Janeiro, o estado ainda tem que lidar com um grave problema: a segurança pública. De acordo com a entidade, na capital fluminense pelo menos 307 pessoas foram mortas pela polícia em 2015, sendo que um em cada cinco homicídios foram cometidos por policiais em serviço.

“Apesar da promessa de legado de uma cidade segura para sediar os Jogos Olímpicos, as mortes decorrentes de operações policiais têm crescido progressivamente nos últimos anos no Rio. E também assistimos durante a repressão aos protestos, pessoas gravemente feridas por balas de borracha, bombas de efeito moral e até mesmo armas de fogo usadas pelas forças policiais”, aponta Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional Brasil. “Até o momento, a maior parte dos homicídios cometidos pela polícia não foi sequer investigada, a regulamentação de armas menos letais e o treinamento dos agentes não foram implementados e as autoridades ainda tratam manifestantes como inimigos públicos.”

Mesmo diante da gravidade da situação, Roque avalia que ainda há tempo para tomar iniciativas para combater a violência policial. “Ainda há tempo nos próximos 100 dias para que as autoridades e o comitê organizador dos Jogos Olímpicos assegurem que nenhuma operação policial viole direitos humanos. Nossa expectativa é que as forças policiais do Rio de Janeiro abordem as questões de segurança pública de forma preventiva, preservando o direito à vida em vez de adotar a estratégia de “atirar primeiro, perguntar depois”.

Foto de capa: Agência Brasil

 



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