Negacionismo Brasileiro: os muitos adoradores da ditadura, capítulo XVI

Um ministro-chefe da Secretaria de Segurança Institucional que acha o trabalho da Comissão da Verdade “patético e leviano” e a censura a um filme em uma embaixada brasileira mostra que temos sombrios virão Por Adriana Dias...

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Um ministro-chefe da Secretaria de Segurança Institucional que acha o trabalho da Comissão da Verdade “patético e leviano” e a censura a um filme em uma embaixada brasileira mostra que temos sombrios virão

Por Adriana Dias

  1. O general Sérgio Westphalen Etchegoyen, indicado pelo vice-presidente Michel Temer para assumir como ministro-chefe da Secretaria de Segurança Institucional – locus da da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) -, é um crítico brutal dos trabalhos de investigação dos crimes da ditadura efetivados pela Comissão Nacional da Verdade – CNV. A CNV concluiu que o pai dele, general Leo Guedes Etchegoyen, e também um tio foram responsáveis por violações de direitos humanos durante a ditadura militar. A reação do general é chamar todo o trabalho da Comissão de patético e leviano.
  2. A embaixada brasileira em Paris acaba de cancelar uma projeção de “Retratos de identificação”, com a alegação de que o filme trata de um “assunto espinhoso”. Tempos tenebrosos virão. A projeção-debate, prevista para 31 de maio próximo, na embaixada, havia sido organizada pela Associação Alter’Brasilis. Segundo os organizadores, o cancelamento da sessão foi feito por telefone.
  3. Como eu citei em outro artigo, a circunferência do logo do governo golpista de Temer exclui os estados de Acre, Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins. Reproduz a da ditadura militar. Um sinal dos céus que ela representa?

Imagem de capa: Reprodução



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