“Portugal pela democracia”, um manifesto contra o golpe de Estado no Brasil

“Somos um povo solidário. Artistas e jornalistas, políticos e cantores, humoristas, escritores e atores, somos trabalhadores, tanta gente. Somos cidadãs e cidadãos que, deste lado do Atlântico, se recusam a ignorar e...

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“Somos um povo solidário. Artistas e jornalistas, políticos e cantores, humoristas, escritores e atores, somos trabalhadores, tanta gente. Somos cidadãs e cidadãos que, deste lado do Atlântico, se recusam a ignorar e denunciam o golpe que está em curso no Brasil.

Em nome da democracia, juntamos as nossas vozes à de Gregório Duvivier e às de todas as brasileiras e brasileiros que resistem a esta farsa política que não resolve nenhum dos problemas do Brasil, apenas afasta de forma ilegal um Governo democraticamente eleito.

Somos negros e mulheres, jovens e velhas, artistas, gays e de muitas cores. Somos tudo o que o novo Governo de Michel Temer não é, somos democratas que se recusam a aceitar um Governo ilegítimo e a sua agenda não sufragada.”

Subscrevem o manifesto os nomes mais relevantes da jovem esquerda portuguesa, além de artistas e intelectuais como Gonçalo M. Tavares, José Eduardo Agualusa, Valter Hugo Mãe, Pilar del Rio, presidenta da Fundação José Saramago, Miguel Guedes, Ricardo Araújo Pereira, Antonio Zambujo e Capicua.

Para que as palavras do manifesto sejam também traduzidas em atos, gritos, e luta, Gregório Duvivier também faz parte da organização de dois atos pela democracia em Portugal: o primeiro foi em Lisboa, na última sexta-feira (20), e o segundo será aqui no Porto, dia 26, às 17:30, no Palácio do Bolhão. Brasileiras/os e portuguesas/es que queiram manifestar publicamente o repúdio ao golpe de Estado no Brasil e debater modos de luta e resistência pela restituição da democracia estão convidadas/os a participar do ato, no qual também eu estarei presente, engrossando o coro que grita NÃO ao golpe.



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