“Esqueça Temer”: Editorial do Deutsche Welle defende eleições antecipadas no Brasil

Para editorialista do periódico alemão, a solução é convocar eleições antecipadamente como forma de impedir a queda da nona maior economia global e colocar fim ao que chamou de “agonia política” Por Redação...

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Para editorialista do periódico alemão, a solução é convocar eleições antecipadamente como forma de impedir a queda da nona maior economia global e colocar fim ao que chamou de “agonia política”

Por Redação

O texto de Astrid Prange publicado na edição desta segunda-feira (30) no periódico alemão Deutsche Welle afirma que o Brasil está em momento crucial, no qual suas elites políticas e econômicas perderam o controle do país. Para a editorialista, a preocupação da elite é justificada pelo incômodo causado pelos 13 anos de atuação do Partido dos Trabalhadores (PT) à frente do governo.

Prange – que deu ao seu artigo o título “Esqueça Temer: Brasil precisa de novas eleições” – comenta ainda a busca das elites pela manutenção de sua influência nos rumos econômicos e sociais do Brasil que, para ela, se dá por vias de um acordo social tácito posterior a ditadura militar que foi capaz de manter essas mesmas elites intocadas até então. No texto, é sugerido também que a exposição dos representantes das elites na operação Lava Jato contribuiu para que esses grupos perdessem a paciência com o PT e investissem contra a presidenta Dilma Rousseff.

A jornalista afirma que, aquilo que se apresentou como oposição ao Partido dos Trabalhadores pode “trazer a baixo toda a classe política”, uma vez que os oponentes políticos de Dilma também estão sendo investigados na Lava Jato. Prange vai além e diz, ainda, que o governo interino de Michel Temer pode ruir à luz das novas descobertas sobre planos de dificultar as investigações da operação.

Por fim, Astrid Prange ressalta que a dificuldade que a oposição encontra em destituir a presidenta é um ponto positivo em meio a crise politica brasileira, e aponta a queda do acordo de influência, que permite que as elites interfiram no governo, como um dos grandes frutos da crise.

Foto por: Marcelo Camargo/Agência Brasil



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