Líder de partido ultradireitista é nomeado ministro da Defesa de Israel

Ex-titular da pasta, que pertence ao partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está sendo tomada por “elementos perigosos e extremos” Por Redação...

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Ex-titular da pasta, que pertence ao partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está sendo tomada por “elementos perigosos e extremos”

Por Redação

Nesta segunda-feira (30), Avigdor Lieberman, líder do partido ultranacionalista Yisrael Beiteinu, assumiu o cargo de ministro da Defesa de Israel, substituindo Moshe Yaalon, membro militante do Linkud, partido conservador ao qual pertence o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Em comunicado oficial, o primeiro-ministro afirma que a aprovação de Lieberman para o cargo foi unânime no governo.

A nomeação é parte de um acordo discutido nos bastidores do governo, que pretende incluir o partido ultranacionalista Yisrael Beiteinu na coalizão governamental, de maneira que Netanyahu tenha controle de 66 das 121 cadeiras do parlamento contra as 61 do início de seu mandato.

O novo ministro de Defesa é conhecido por comentários inflamados contra a causa palestina. Especialistas e líderes palestinos se mostraram preocupados com as pautas territoriais que Lieberman assumirá, entre elas, a pasta que supervisiona os ocupados.

Em tom diferente de comentários anteriores nos quais pedia maior firmeza do governo contra ataques palestinos, bem como a criação de blocos para o grupo na Cisjordânia, Lieberman respondeu às preocupações afirmando buscar a instituição de uma política “responsável e equilibrada”.

Renúncia de Yaalon

Yaalon renunciou ao cargo na última sexta-feira (27), após saber que o título foi oferecido ao líder do partido de ultradireita. Em comentário à nomeação, afirmou que Israel está sendo tomada por “elementos perigosos e extremos”.

Em seu Facebook e Twitter oficiais, o ex-titular de Defesa de Israel escreveu: “Esta manhã, informei ao primeiro-ministro que, após sua gestão dos últimos desenvolvimentos, e à luz da minha falta de fé nele, eu estou renunciando ao governo e ao parlamento, e tirando um tempo da vida política”.

Foto de capa: Jonathan Klinger, outubro de 2013



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