Salário mínimo é 4 vezes menos que o ideal e não acompanha alta no valor da cesta básica

De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 17 das 21 capitais analisadas tiveram aumento no valor da cesta básica; São Paulo tem a cesta mais cara, custando R$ 449,70.

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De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 17 das 21 capitais analisadas tiveram aumento no valor da cesta básica; São Paulo tem a cesta mais cara, custando R$ 449,70

Por Redação

Em nota oficial à imprensa, o Dieese aponta que, para que uma família de quatro pessoas tivesse acesso a moradia, alimentação, saúde, educação, lazer, previdência, vestuário e higiene, o salário mínimo deveria ser de R$3.777,93, ou seja, 4,29 vezes maior que o atual, de R$880,00.

O texto aponta ainda que, comparando o salário mínimo ao valor da cesta básica, o trabalhador gastou, em média, 47,93% do seu salário na compra de produtos que fazem parte da configuração da cesta básica. Essa porcentagem corresponde à quantidade calculada a partir do valor salário mínimo líquido, de maneira que já considera o desconto da Previdência Social.

Os produtos que tiveram maior alta foram a farinha de mandioca, leite, manteiga, feijão e a batata. Em 21 cidades, o leite teve alta de preços, apresentando, no caso de maior elevação, 7,24%, referente a Campo Grande. Já a manteiga aumentou cerca de 10% em Curitiba, enquanto em Campo Grande teve redução de 12,27%.

O relatório conclui: “Em maio de 2016, o custo da cesta em São Paulo comprometeu 55,55% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em abril, o percentual exigido era de 54,65%”. Confira o relatório aqui.



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