Ocupações: Estudantes querem mais espaço nas decisões da escola e mais contato com a comunidade

Estudantes se reuniram em Brasília para discutir a escola que eles querem.

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Jovens se reuniram em Brasília para discutir a escola e o sistema de ensino que eles querem

Por Redação*

A convite da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, representantes de ocupações estudantis foram esta semana até Brasília (DF) para chamar a atenção do Congresso Nacional com relação ao movimento secundarista e expor quais as melhorias que eles desejam no sistema educacional. Estiveram entre os estudantes que viajaram para a capital federal representantes do Espírito Santo, Rio Grande do Sul, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Goiás e do Ceará.

Em sete estados brasileiros, estudantes ocuparam escolas. O processo começou no ano passado depois que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) propôs a reorganização das escolas que fecharia salas de aula. Só em São Paulo mais de 100 escolas foram ocupadas no auge da revolta estudantil.

Depois de São Paulo vieram Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Ceará e Espírito Santo. Guardadas as devidas particularidades, os alunos reivindicam uma escola pública de melhor qualidade.

Um dos pedidos dos estudantes é mais espaço nas decisões. Atualmente, os gestores decidem como o dinheiro é gasto, inclusive na compra das merendas. Em uma vistoria feita pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), em São Paulo foram encontrados escorpiões e pombos junto às comida dos secundaristas.

Além da participação, depois das ocupações os alunos também têm se aproximado de suas comunidades, já que os mesmos reivindicaram para si o dever de cuidar das escolas ocupadas. Eles lavam, limpam, cozinham e ainda propõem debates e aulas públicas.

*Com informações da Agência Brasil



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