População de rua e frio: Haddad se desculpa pelas “palavras” e baixa decreto mudando abordagem da GCM

Em entrevista coletiva, o prefeito da capital afirmou que foi mal interpretado pela repórter e que sua frase sobre “refavelização” foi utilizada fora de contexto. De acordo com o petista, tráfico de drogas é...

9464 0

Em entrevista coletiva, o prefeito da capital afirmou que foi mal interpretado pela repórter e que sua frase sobre “refavelização” foi utilizada fora de contexto. De acordo com o petista, tráfico de drogas é o principal dificultador do atendimento à população de rua. Também foram feitos anúncios de outras medidas, como a de instalações de tendas de atendimento, com a possibilidade de levar animais de estimação – principal reclamação dos moradores de rua

Por Redação

Depois da polêmica em torno do óbito de moradores de rua em decorrência da frente fria em São Paulo, as abordagens da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que estaria retirando os colchões dos moradores, e a resposta de Haddad de que a abordagem serviria para “evitar a refavelização”, o prefeito da capital concedeu entrevista coletiva, na tarde desta quinta-feira (16), para tratar do assunto.

À princípio, Haddad se desculpou pelas palavras que utilizou nos últimos dias para justificar as abordagens da GCM, mas destacou que foi mal interpretado e que suas frases foram utilizadas, por repórteres, “fora do contexto”.

“Estamos em ano de eleição, os ânimos ficam acirrados e todo mundo quer tirar uma casquinha”, disse.

De acordo com o prefeito, a má interpretação de sua fala vai no sentido de que ele havia tentado explicar os esforços da prefeitura em acabar com áreas ocupadas por barracos, na região central e também no Bresser, com o intuito de prestar atendimento e acolhimento, mas que essas ocupações estavam servindo como “drive thru” de tráfico de drogas. Segundo Haddad, o tráfico tem sido principal dificultador do atendimento e acolhimento da população de rua.

O petista contou ainda que ele conversou pessoalmente com dezenas de moradores de rua que estavam alojados em barracos para que eles fosse retirados com a prerrogativa do acolhimento em tendas e albergues.

Para resolver o problema, Haddad anunciou que baixou um decreto, que deve ser publicado no sábado (18), que determina diretrizes mais claras na abordagem de moradores de rua para Guardas Civis Metropolitanos e servidores. Entre outras medidas, foi anunciada também a criação de 500 novas vagas no programa De Braços Abertos, que presta auxílio a dependentes químicos em situação de rua na região da cracolândia, e a instalação de pelo menos 4 tendas, na região central, com 250 lugares de acolhimento da população de rua com a possibilidade de levar animais de estimação – principal reclamação dos moradores de rua ao se recusarem a ir para albergues e abrigos.

Foto: Ravena Rosa/Agência Brasil

 



No artigo

x