MBL defende Bolsonaro em ação no STF: “Absurda, ilegítima e irracional”

Movimento diz que o deputado foi vítima de uma “injustiça”. Em dezembro de 2014, Bolsonaro repetiu o que disse em plenário de que só não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela...

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Movimento diz que o deputado foi vítima de uma “injustiça”. Em dezembro de 2014, Bolsonaro repetiu o que disse em plenário de que só não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não “merecia”

Por Redação

O Movimento Brasil Livre (MBL), conhecido por organizar as manifestações para tirar a presidenta eleita Dilma Rousseff dapPresidência, fez um post na página oficial do grupo criticando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) réu por apologia ao estupro e injúria.

“Hoje o STF tornou Bolsonaro réu no processo mais absurdo, ilegítimo e irracional do ano. Uma bizarrice imperdoável. Que vergonha para um país que se diz civilizado ver uma Corte Suprema se rebaixar tanto”, diz a publicação.

Em entrevista ao site Congresso em Foco, Kim Kataguiri, um dos líderes do grupo, disse que o movimento não possui o mesmo posicionamento ideológico que o deputado, mas afirmou que Bolsonaro foi vítima de uma “injustiça”.

“Eu acho que o processo foi injusto sim porque o próprio código, ou a lei penal que tipifica o crime de injúria fala sobre a reação imediata, quando a pessoa age por reflexo o processo não pode ser nem aberto”, disse Kim.

Em dezembro de 2014, Bolsonaro reiterou em entrevista ao ‘Zero Hora’ sua fala no plenário da Câmara de que só não estuprava a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não “merecia”. “Muito ruim e muito feia”, alegou, na época. Para a PGR, a fala do deputado configura apologia ao estupro e injúria e, como a colocação se deu em uma entrevista sem relação com sua atividade legislativa, não há o direito de imunidade parlamentar. O caso está sob a relatoria do ministro Luiz Fux.

Em entrevista à imprensa sobre o caso, Bolsonaro se mostrou mais cauteloso do que costuma ser em suas declarações.

“Apelo humildemente aos ministros do STF que votaram para abrir o processo, não para me condenar ainda, que reflitam sobre esse caso”, disse. Apesar de não ter se redimido com Maria do Rosário depois das agressões verbais, ele tentou se justificar. “Foi um ato reflexo. As desculpas que eu peço são para a sociedade, que foi desinformada sobre a verdade dos fatos”, ressaltou.

Foto de Capa: Divulgação



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