Restaurante de refugiados em SP é alvo de ataques xenofóbicos

De acordo com um post na página do Al-Janiah do Facebook, o restaurante começou a ser alvo de diversos comentários de pessoas contrárias a vinda de refugiados árabes para o Brasil Por Victor Labaki...

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De acordo com um post na página do Al-Janiah do Facebook, o restaurante começou a ser alvo de diversos comentários de pessoas contrárias a vinda de refugiados árabes para o Brasil

Por Victor Labaki

O restaurante árabe Al-Janiah, localizado no centro de São Paulo, sofreu comentários xenofóbicos de pessoas contrárias a vindas de refugiados árabes para o Brasil.

De acordo com um post na página do Al-Janiah do Facebook, o restaurante começou a ser alvo de diversos comentários de cunho xenofóbico depois do jornal O Estado de S.Paulo ter feito uma matéria sobre o local no dia 18 de junho.

“Pessoas contrárias à vinda de refugiados árabes que conheceram nosso espaço por meio de reportagem do Estadão fizeram comentários carregados de preconceitos na notícia e agora, estão atacando nossa página com resenhas negativas e comentando no post de nossos frequentadores”, diz o texto.

Os garçons e cozinheiros do lugar são refugiados, a maioria deles palestinos ou sírios. O Al-Janiah virou um local de discussão política e de intervenções culturais, cedendo o espaço muitas vezes a coletivos que discutem direitos humanos e a questão dos refugiados.

Veja o post na íntegra:

Pessoas contrárias à vinda de refugiados árabes que conheceram nosso espaço por meio de reportagem do Estadão fizeram comentários carregados de preconceitos na notícia e agora, estão atacando nossa página com resenhas negativas e comentando no post de nossos frequentadores (prints abaixo).

Sabemos que nosso sucesso vem tanto do esforço e do trabalho das pessoas de nossa equipe, que procuram se adaptar a um novo contexto social (nem sempre favorável), como da manifestação de tanta gente a favor da diferença, da troca, da igualdade, contra todo tipo de preconceito. E um espaço assim incomoda muito algumas pessoas. Se isso é ser “estranho”, continuaremos sendo.

Beijinho no ombro pro recalque! Nosso bonde vai continuar firme e forte.

 
Foto de Capa: Reprodução/Facebook
 


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