Planalto pode ter que dar explicações sobre encontro entre Temer e Cunha

Partido enviou um requerimento ao ministro da Secretaria da Presidência com perguntas sobre a reunião que não estava na agenda oficial da Presidência.

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O PSOL enviou um requerimento ao ministro da Secretaria da Presidência com perguntas sobre a reunião do interino com o deputado afastado. Encontro, que teria sido feito na noite do último domingo, não estava na agenda oficial da presidência

Por Redação

Depois da reunião “clandestina” entre o presidente interino Michel Temer e o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  que aconteceu no último domingo (26), parlamentares do PSOL abriram um requerimento cobrando explicações.

A assessoria da presidência confirmou a reunião, informando que o assunto tratado foi o “cenário político” do país, embora ela não estivesse na agenda oficial do presidente interino. Cunha, por sua vez, negou. O deputado afastado disse que embora se reúna frequentemente com Temer, a reunião do dia 26 não teria acontecido.

Os psolistas Chico Alencar (RJ), Glauber Braga (RJ) e Ivan Valente (SP), então, assinaram um requerimento que será enviado ao ministro da Secretaria da Presidência, Gedel Vieira lima (PMDB-BA). O requerimento possui cinco pontos:

1) se ocorreu mesmo a reunião entre Temer e Cunha no domingo (26);
2) se o encontro estava previsto na agenda de Temer e, em caso negativo, por qual razão não estava;
3) qual o objetivo do encontro e sobre o que trataram;
4) se Temer está ciente de que Cunha teve o mandato parlamentar suspenso em 5 de maio pelo Supremo;
5) se Temer está ciente de que Cunha teve o pedido de cassação de seu mandato aprovado no Conselho de Ética.

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), ainda precisa elaborar um relatório sobre o documento do PSOL e colocá-lo em votação na Mesa Diretora da Casa. À Mesa, por sua vez, cabe a decisão se o requerimento será enviado ou não ao órgão competente. Se aprovado o envio, a Secretaria da Presidência tem até 30 dias para responder.

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil



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