Arcebispo que frequentava manifestações “contra a corrupção” renuncia após acusação de acobertar pedofilia

Aldo Pagotto é acusado de ter abrigado em sua diocese padres e seminaristas que foram expulsos por outros bispo por estarem envolvidos em abusos sexuais de menores de idade. Em entrevistas ele dizia que...

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Aldo Pagotto é acusado de ter abrigado em sua diocese padres e seminaristas que foram expulsos por outros bispo por estarem envolvidos em abusos sexuais de menores de idade. Em entrevistas ele dizia que ia para os atos “protestar contra a falcatrua e construir um país melhor”

Por Redação

O agora ex-Arcebispo da Paraíba, Aldo Pagotto, frequentador de manifestações que lutavam “contra a corrupção” teve seu pedido de renúncia aceito pelo Vaticano nesta quarta-feira (6). Embora o documento do entidade máxima da Igreja Católica não detalhe o motivo, o clérigo é acusado de ter abrigado em sua diocese padres e seminaristas que foram expulsos por outros bispos por estarem envolvidos em abusos sexuais de menores de idade.

Aldo Pagotto foi inclusive entrevistado por um jornal paraibano durante a manifestação do dia 15 de março do ano passado, ele disse que não se importava em se envolver em atos políticos e que estava lá para “protestar contra a falcatrua e construir um país melhor”.

“Ninguém aguenta tanta falcatrua, corrupção, por isso estamos aqui para protestar,mas também para nos oferecer na construção de um país como merecem os brasileiros, com desenvolvimento, progresso e oportunidades para todos”, disse à época.

Em 2002, o Ministério Público do Ceará o acusou de tentar coagir adolescentes para que mudassem seus depoimentos para proteger um frei acusado de abuso de menores. Embora negue as acusações e diga que foi “alvo de ações difamatórias e exposto ao arbritariamente ao escárnio público”, Pagotto assume que “confiou demais em alguns padres e seminaristas”.

“Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério. Cometi erros por confiar demais, numa ingênua misericórdia”, escreve.

A Arquidiocese da Paraíba alega que o padre foi afastado por motivos de saúde.

 



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