Acusado de roubo, jovem negro se arrepende de dizer que “racismo não existe”

O universitário David Castro foi ofendido e acusado de roubar um celular em uma lanchonete de Fortaleza; logo depois, a mulher achou o aparelho dentro da própria bolsa.

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O universitário David Castro foi ofendido e acusado de roubar um celular em uma lanchonete de Fortaleza; logo depois, a mulher achou o aparelho dentro da própria bolsa

Por Redação

O estudante de Engenharia Civil David Castro contou ter sido vítima de racismo em uma lanchonete de Fortaleza. Na última terça-feira (5), ele estava próximo a uma senhora que perdeu o celular, chamou um dos sócios do local e acusou o jovem de ter furtado o objeto. “Eu não havia percebido que a senhora estava falando de mim até ela vir na minha frente e dizer ‘Devolve meu iPhone, seu negro bandido. É negro, só pode ser ladrão'”, relatou.

A mulher, então, pediu que David fosse revistado, mas depois encontrou o aparelho celular dentro da própria bolsa. “Lembrei de todas as vezes em que abri minha boca pra dizer que o racismo não existia e sei agora o quanto eu estava enganado. Somos vítimas de uma sociedade cruel e ignorante”, lamentou o universitário.

David ligou para a polícia, levou testemunhas à delegacia e abriu um processo contra a agressora. “Eu nunca havia sofrido racismo explicitamente e fico imaginando que, se em um local de ‘burguesia’ isso acontece, imaginem nas periferias do nosso país”, disse.

Leia o depoimento na íntegra.

Foto: Reprodução/Facebook



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