Candidatos à vaga de Cunha têm problemas com a Justiça

Deputados são acusados de crimes que vão de peculato à escravidão passando por falso testemunho. Na ausência de Temer, é o presidente da Câmara quem governa o país.

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Deputados são acusados de crimes que vão de peculato à escravidão, passando por falso testemunho. Na ausência do presidente da República, e sem vice, como é o caso atual, é o presidente da Câmara quem governa o país

Por Redação

Os seis deputados com maiores chances de ocuparem a cadeira de presidente da Câmara respondem a processos na Justiça. A votação que deve acontecer na próxima quarta-feira (13) vai eleger o sucessor direto de Temer e um homem que tem o poder de trancar ou avançar com projetos importantes para o governo interino.

Além disso, o futuro presidente da Casa pode influenciar no processo de cassação de Eduardo Cunha.

Confira abaixo quais são os processos pelos quais respondem os deputados.

Rogério Rosso (PSD-DF)

O candidato indicado pelo bloco do Centrão foi indiciado por corrupção eleitoral. As denúncias surgiram do período em que Rosso governou o DF, depois que o governador José Roberto Arruda foi preso em um escândalo de corrupção e seu vice, Paulo Octávio, renunciou. O deputado também é investigado no TRE-DF por peculato.

Beto Mansur (PRB-SP)

O deputado já foi condenado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) a pagar uma multa de R$ 200 mil por danos morais depois que foram encontrados 46 trabalhadores, 7 menores de idade, em situação análoga à escravidão em uma de suas fazendas em Goiás. Esse caso ainda está em andamento no STF, junto com outro que ele responde da época em que foi prefeito de Santos,. A acusação é de crime de responsabilidade fiscal. Na Justiça de São Paulo, Mansur já foi condenado por improbidade administrativa e violação de princípios administrativos, além de responder a outra acusação por danos ambientais.

Heráclito Fortes (PSB-PI)

O representante do Piauí utilizou publicidade institucional para fazer promoção pessoal e por isso foi condenado por improbidade administrativa quando foi prefeito de Teresina (1989-1993). As contas que ele apresentou, referentes a última eleição foram reprovadas pelo TRE do Piauí.

Hugo Leal (PSB-RJ)

Leal foi condenado por violações administrativas em processos licitatórios. Segundo as investigações, ele participava do “esquema das ONG’s” enquanto era presidente do Detran-RJ. A decisão da justiça é de que ele deve perder seus direitos políticos por oito anos. Ainda cabe recurso.

Espiridião Amim (PP-SC)

O parlamentar é réu em uma ação por calúnia que atualmente tramita no STF. Além disso, ele responde a ações civis públicas na justiça de SC por dano ao erário e improbidade administrativa.

Jovair Arantes (PTB-GO)

Nas eleições de 2014, Arantes utilizou um funcionário público em seu comitê de campanha. Ele foi multado em R$ 25 mil. Ainda cabe recurso no STE.

Fausto Pinato (PP-SP)

Depois de ter sido eleito deputado, chegou no STF uma ação peal contra Pinato sobre falso testemunho contra um inimigo de seu pai.

Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Suspeito de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Maia apareceu em mensagens trocadas pelo delator Léo Pinheiro. Existe um pedido de inquérito em seu nome.

Fernando Giacobo (PR-PR)

Sequestro, cárcere privado, formação de quadrilha, falsidade ideológica e crime contra ordem tributárias. Essas eram as denúncias contra Giacobo. Os crimes, porém, prescreveram antes do julgamento no STF.

Foto de Capa: Valter Companato/ Agência Brasil



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