Jornalista agride mulher e diz que ela mereceu: ‘Barraqueira’

Assessor de comunicação deu um soco no olho de sindicalista e afirmou que não se arrepende da atitude: "Ainda terei o prazer de ler a Lei de Proteção aos Direitos do Homem”.

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Assessor de comunicação deu um soco no olho de sindicalista e afirmou que não se arrepende da atitude: “Ainda terei o prazer de ler a Lei de Proteção aos Direitos do Homem”

Por Redação

A diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Acre (Sinteac), Márcia Lima, foi agredida na última terça-feira (12) pelo assessor de comunicação Assem Neto, que também trabalhava na entidade. Ela contou que o jornalista ficou irritado quando pediu para ele fazer correções em uma matéria. Foi quando se exaltou e deu um soco no olho da diretora. O comportamento explosivo, segundo a sindicalista, já acontecia há algum tempo, mas esse é o primeiro caso de agressão física por parte de Neto, que acabou demitido.

Ele foi solto após duas horas na Delegacia de Flagrantes (Defla) e deve responder por lesão corporal. Nas redes sociais, o assessor disse não estar arrependido da atitude. “Mulher barraqueira merece, SIM, umas bordoadas, principalmente quando não sabe ser rejeitada e ainda chama tua mãe de puta. Cultura vem de berço. Quando o bagaço se diz educadora, pior ainda. A Lei Maria da Penha pune sem observar causas e consequências. Ainda terei o prazer de ler a Lei de Proteção aos Direitos do Homem”, escreveu.

Na quarta-feira (13), ele voltou a se manifestar sobre o caso. “Continuem as críticas à minha atitude. Nada vai mudar a minha ideia. Repito: há limite para tudo. Quem se vale dessa lei vagabunda para provocar, ousar, tirar proveito da situação, aparecer na mídia, ainda que com olho roxo, tem que aprender a respeitar. Não é diferente de um assaltante que invade sua casa quando vc e sua família estão dormindo. Mereceu”, disse.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac), Victor Augusto, publicou uma nota de repúdio a Assem Neto, pedindo punição ao agressor. O Sinteac também saiu em defesa da diretora e afirmou que “as educadoras têm sido vítimas de alunos, marginais e de familiares, o machismo ainda é muito presente em nossa sociedade”.

A entidade afirmou ainda que a diretora é uma “ótima sindicalista, também é uma mãe dedicada, uma filha atenciosa, uma profissional competente, respeitada e querida por todas as suas colegas de trabalho e por toda a direção”.

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Foto de capa: Arquivo pessoal



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