The Intercept: Fraude jornalística da Folha em pesquisa é ainda pior

Após a publicação do artigo em que denunciava a manipulação de dados na matéria da Folha de S. Paulo que repercutia a pesquisa sobre a situação política no país, o jornalista Glenn Greenwald elencou...

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Após a publicação do artigo em que denunciava a manipulação de dados na matéria da Folha de S. Paulo que repercutia a pesquisa sobre a situação política no país, o jornalista Glenn Greenwald elencou novas evidências da fraude, que vão de omissão de informações até distorção de respostas. Confira

Por Redação

Em matéria publicada no último dia 17, a Folha de S. Paulo afirmou, com base em números do Datafolha, que apenas 3% da população gostariam de novas eleições e que 50% dos brasileiros apoiavam o governo interino de Michel Temer. O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que há anos vive no Brasil e acompanha a situação política, no entanto, publicou nesta quarta-feira (20) em seu site, o The Intercept, um artigo em que denuncia a manipulação de dados na matéria do jornal. Ao invés de 3%, como noticiado pela Folha, a pesquisa apontava que 62% dos brasileiros apoiavam novas eleições.

O jornal, então, tentou se explicar, afirmando que selecionava o que era “jornalisticamente relevante”, e divulgou a pesquisa completa.

Em novo texto publicado nesta quinta-feira (21), no entanto, Greenwald aponta ainda mais evidências da fraude da Folha que, para ele, deixam o caso ainda “pior”. Os indícios da fraude vão desde omissão de dados até a distorção de respostas dos entrevistados.

“Dados de pesquisa ocultados pela Folha mostram que a grande maioria dos eleitores quer a renúncia de Temer, o que contradiz categoricamente a matéria da Folha; 62% dos brasileiros querem a renúncia de Dilma e Temer, e a realização de novas eleições: ao contrário dos 3% inicialmente mencionados pela Folha; dados cruciais da pesquisa foram publicados e, em seguida, retirados do ar pelo datafolha: encontrados por portal brasileiro; resposta do Diretor Executivo da Folha de São Paulo de que os dados ocultados não eram “jornalisticamente relevantes” não resiste a análise”, elenca o texto.

Confira aqui a matéria completa.

 



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