Congressistas dos Estados Unidos apontam ilegalidade do impeachment de Dilma

Carta assinada por 37 parlamentares pedem que o secretário de Estado, John Kerry, evite fazer declarações favoráveis ao presidente interino Michel Temer.

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Carta assinada por 37 parlamentares pedem que o secretário de Estado, John Kerry, evite fazer declarações favoráveis ao presidente interino Michel Temer

Por Redação*

Nesta segunda-feira (25) deve ser entregue ao secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, uma carta que denuncia o golpe parlamentar no Brasil e pede que ele evite fazer declarações favoráveis ao presidente interino Michel Temer. O documento foi assinado por 37 congressistas do Partido Democrata, além de entidades sociais e sindicais.

O texto sugere que o provável representante dos Estados Unidos nas Olimpíadas do Rio de Janeiro tenha cuidado ao lidar com as “autoridades interinas” e que não faça qualquer declaração que possa ser associada a uma campanha contra a presidenta eleita Dilma Rousseff.

O documento vazou e chegou às mãos do embaixador brasileiro em Washington, Luiz Alberto Figueiredo Machado, que imediatamente enviou uma réplica aos congressistas, defendendo a legalidade do processo de impeachment da petista.

A estratégia do embaixador não funcionou e um dos deputados, Alan Grayson, respondeu apontando que a intenção da carta é ajudar a administração dos EUA a reanalisar sua posição política sobre os eventos recentes ocorridos no Brasil.

O documento apresenta argumentos em favor da presidenta, citando as pedaladas fiscais como uma prática recorrente em diversos níveis do governo brasileiro, destacando que Dilma jamais foi acusada de corrupção.

A carta traz ainda críticas diretas e assertivas ao governo interino ao pontuar medidas de “extrema-direita” e a condenação pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que tornou Temer inelegível por oito anos.

*Com informações da Carta Capital

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR



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