OcupaMinC RJ: Ocupação cultural que durava 70 dias sofre reintegração de posse

A Policia Federal forçou sua entrada no Palácio Gustavo Capanema para reintegrar a posse do local, ocupado há 70 dias contra mudanças no Ministério da Cultura.

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A Polícia Federal forçou sua entrada no Palácio Gustavo Capanema para reintegrar a posse do local, ocupado há 70 dias contra mudanças no Ministério da Cultura. Manifestantes dizem que advogados foram proibidos de acompanhar a desocupação

Por Matheus Moreira

Nesta segunda-feira (25), a Polícia Federal forçou sua entrada no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, que estava ocupado há 70 dias por manifestações artísticas em protesto contra a extinção do Ministério da Cultura e contra o governo interino de Michel Temer.

A ocupação seguia mesmo após o anuncio da volta do ministério, mas foi interrompida pelos policiais pela manhã, por volta das 6h, com pedido de reintegração de posse assinado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), de acordo com a página oficial da ocupação no Facebook.

O pedido de reintegração de posse aponta distúrbio da ordem pública e obstrução do funcionamento de um prédio público. De acordo com a página da ocupação, advogados foram impedidos de entrar no local para prestar assistência jurídica.

Hoje mais cedo, servidores do SUS se manifestaram em frente ao Palácio Capanema contra a reintegração e em favor da democracia. Um dos cartazes do grupo apontava que “reduzir o salário de servidores em 90% é crime”.

A página informou ainda que a resistência contra a ocupação é pacifica. Mais cedo, um “abraçaço” foi organizado pelos manifestantes dentro do palácio. Funcionários de uma empresa de obras especiais foram encaminhados ao local para montar estruturas no entorno do prédio e isolar o local. Em um vídeo, um dos funcionários aponta que está apenas trabalhando. Os manifestantes, no vídeo, respondem compreensivamente.

Foto: Reprodução/Mídia Ninja



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