Com dinheiro recuperado de Maluf, Haddad pretende criar o tão sonhado Parque Augusta

A gestão municipal recebeu R$81,5 milhões de bancos que movimentaram dinheiro ilegal de Paulo Maluf e, após anos de mobilização e pressão, Haddad chega a oportunidade mais concreta de comprar o terreno que está...

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A gestão municipal recebeu R$81,5 milhões de bancos que movimentaram dinheiro ilegal de Paulo Maluf e, após anos de mobilização e pressão, Haddad chega a oportunidade mais concreta de comprar o terreno que está em nome de duas incorporadoras para a construção do parque. Além do Parque Augusta, prefeito pretende usar o dinheiro também para a criação de creches 

Por Redação 

Dois bancos, um suíço e um norte-americano, enviaram hoje à prefeitura de São Paulo o valor de R$81,5 milhões. O valor corresponde ao resultado de um acordo entre o Ministério Público Estadual e os bancos que, segundo o órgão, foram utilizados para movimentar valores ilegais do ex-prefeito da capital Paulo Maluf.

O acordo foi feito no início do ano e os bancos aceitaram pagar o valor para não serem processados.

O prefeito Fernando Haddad, por sua vez, anunciou nesta quarta-feira (3) que o valor já tem destino certo: ele será usado para a criação do Parque Augusta e para a construção de creches.

Trata-se da oportunidade mais concreta de comprar o terreno onde seria criado o parque, pertencente às construtoras Cyrela e Setin, desde que se iniciaram as mobilizações e a pressão popular pela transformação do espaço. No terreno, as construtoras pretendiam erguer dois edifícios e liberar uma área de uso público para ‘compensar’ a ideia de criar o parque. Ativistas, no entanto, nunca aceitaram a proposta e querem que o parque ocupe a totalidade dos dois terrenos com mata atlântica nativa na rua Augusta.

A área possui árvores tombadas e tem decreto de interesse público. Já há algum tempo que Haddad demonstra interesse na criação do parque mas, até hoje, não conseguiu acordo com as construtoras. Em junho, a gestão municipal, sob a supervisão do MP, deu uma oferta de R$40 milhões para comprar o terreno das construtoras e, assim, encerrar a ação judicial que move contra as empresas. Na ocasião, não houve acordo.

Com o novo valor nos cofres municipais a prefeitura pretende fazer uma nova oferta na próxima audiência de conciliação, que ocorrerá no dia 22 deste mês.

“Continuamos em tratativas com as duas construtoras que são proprietárias do bem. (…) Não tem nada ainda selado, mas estamos evoluindo nas negociações. Gostaríamos de poder anunciar também o término dessas negociações”, afirmou o prefeito.

Haddad disse ainda que pretende fazer uma nova oferta para não judicializar o processo e, assim, postergar a criação do parque por ainda mais anos.

Outra parte do dinheiro pago pelos bancos deve ser usada, de acordo com a gestão municipal, para a construção de creches.

 

 



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