“Quero levar debate de gênero para dentro de um partido conservador”, diz Thammy Miranda

Candidato a vereador pelo PP debateu políticas para a população trans com a pré-candidata pelo Psol Luiza Coppieters.

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Candidato a vereador pelo PP debateu políticas para a população trans com a pré-candidata pelo Psol Luiza Coppieters

Por Beatriz Sanz

Na noite da última quarta-feira (3), o ator e empresário Thammy Miranda, que lançou candidatura para vereador pelo PP, e a professora de filosofia Luiza Coppieters, pré-candidata pelo Psol também para o legislativo de São Paulo, participaram de um debate promovido pelos Jornalistas Livres. O evento tinha como objetivo discutir políticas públicas para transexuais.

Logo na apresentação, Thammy declarou que não é político e que não será, mesmo se eleito. “Eu deixei de pegar um papel em uma novela pela candidatura porque eu quero trabalhar pelas pessoas”, afirmou. Em contrapartida, Luiza lembrou que o ser humano é um ser político por natureza, já que convive em sociedade.

O ator lembrou que é importante que os candidatos LGBT se unam para a formação de uma bancada que defenda esse segmento. “Quero levar o debate de gênero para dentro de um partido conservador, sim”, disse ele, que é dirigente do núcleo de diversidade do PP.

Durante a fase das perguntas, Luiza inquiriu Thammy sobre quais suas propostas e ele disse que lutará por cotas para pessoas trans e para um atendimento mais humanizado no SUS. Ele contou que acompanhou alguns homens trans em busca de tratamento e não se sentiu satisfeito com o atendimento prestado.

O candidato destacou ainda que lutará para que gênero seja discutido na escola, apesar de o Plano Municipal de Educação de São Paulo, aprovado pela Câmara Municipal em agosto do ano passado, não incluir o debate sobre a questão dentro da sala de aula.

A pré-candidata Luiza também abordou o assunto e lembrou que “discutir gênero não é discutir sexualidade e, sim, discutir o lugar que a mulher ocupa na sociedade e problematizar a hierarquia dessa sociedade machista e misógina”.

Para ela, o programa “TransCidadania”, criado pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, não consegue sanar por inteiro as necessidades das pessoas trans e que, por isso, ela usará seu mandato para trabalhar na construção de espaços de “acolhimento e produção cultural” para esse público.

Foto de Capa: Jornalistas Livres



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