Caso Feliciano: a prova da culpa

Ainda envolvendo o PSC, somam-se acusações ao pastor Everaldo – líder do partido – e o deputado Gilberto Nascimento Por NINJA...

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Ainda envolvendo o PSC, somam-se acusações ao pastor Everaldo – líder do partido – e o deputado Gilberto Nascimento

Por NINJA

Em matéria publicada neste sábado (6) no site Gospel Prime, vários prints supostamente vazados da conversa de WhatsApp entre Marco Feliciano e Patrícia Lélis foram divulgados no portal em uma tentativa mal intencionada de justificar o injustificável. Tentando comprar a opinião pública culpabilizando a vítima e a rotulando como louca, percebe-se mais uma versão machista, misógina e sexista de gente muito mal intencionada, que defende para os outros o que não aplica em si mesmo como moral e bons costumes.

A tentativa desesperada saiu como um tiro no próprio pé! Nos “prints vazados” – também divulgado nas redes sociais pelos seguidores do deputado federal e pastor da Catedral do Avivamento, igreja ligada à Assembleia de Deus, e por militantes e simpatizantes do Partido Social Cristão (PSC) -, é possível observar claramente que os mesmos são falsos! Em um dos prints a mensagens aparece com o horário 20:22, no seguinte, que seria a continuação da conversa anterior é possível identificar o final da mesma mensagem com o horário 16:22. O uso de imagens fisicamente similares com Patrícia também são suspeitos por apresentarem distorções com a fisionomia da mesma. É curioso também que “os prints” que defendem Feliciano tivessem sido publicados somente após a prisão do seu assessor e do depoimento de Patrícia na delegacia, e sem mencionar a entrega do material à delegacia que investiga o caso.

De acordo com o jornalista Leandro Mazzini, da Coluna Esplanada, Patrícia acredita que o contra-ataque é motivado pela mobilização de evangélicos defensores de Feliciano. Ela também afirma que, assim que constituir advogado em Brasília, na segunda-feira, fará a denúncia na delegacia de combate a crimes cibernéticos.

Em vídeo divulgado também neste sábado (6), Feliciano finalmente falou sobre o caso, negou as acusações e se colocou em seu lugar preferido, o de vítima.

O silêncio assombroso da mídia tradicional no início da polêmica, mesmo com provas irrefutáveiscomo o áudio divulgado em que Patrícia Lélis confirma as acusações em conversa com Talma Bauer – que a pede para colocar “uma pedra sobre o assunto” – só evidencia suas relações partidárias com políticos dessa estirpe. Vale lembrar que nenhum contraposto ao áudio vazado e aovídeo que comprova o encontro foram feitos. Feliciano é desses líderes fascistas com poder de manipulação e os meios de comunicação tradicional, por sua vez, exercem o papel fundamental nesse processo, a propaganda disfarçada de jornalismo que não consegue esconder seu fascismo.

Marco Feliciano é acusado de assédio sexual, agressão e tentativa de estupro por Patrícia. Seu chefe de gabinete, Talma Bauer, segundo informações do jornalista Leandro Mazzini, da Coluna Esplanada, foi preso na sexta e liberado da 3ª DP (Campos Elísios) na madrugada de sexta para sábado, sob ele pesam as acusações de coação e ameaça de morte. O Delegado que investiga o caso, Luiz Alberto Hellmeister, alega que colherá mais informações para decidir sobre o pedido de prisão de Bauer, mas ele será indiciado.

Ainda envolvendo o PSC, somam-se acusações ao pastor Everaldo – líder do partido – e o deputado Gilberto Nascimento.

“Se há justiça divina e dos homens”, como aponta Marco Feliciano que ela seja realmente feita, que suas atrocidades, bem como a de integrantes de seu partido, sejam pagas como há de ser, na cadeia, e que entendam, de uma vez por todas, que o povo não é marionete a serviço de seus bel-prazeres.

Abaixo imagens do Boletim de Ocorrência divulgado pelo Jornalistas Livres:

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr

 

 



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