No dia da votação do Senado, movimentos de SP saem em manifestação contra o golpe

Por volta das 18h, os manifestantes saíram em caminhada pela Avenida Paulista e foram até a Praça Roosevelt, no centro da cidade. O ato integrou a Jornada Nacional de Mobilização contra o Golpe e em...

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Por volta das 18h, os manifestantes saíram em caminhada pela Avenida Paulista e foram até a Praça Roosevelt, no centro da cidade. O ato integrou a Jornada Nacional de Mobilização contra o Golpe e em Defesa da Democracia

Por Victor Labaki

No mesmo momento em que o Senado Federal se reúne para votar o parecer do relator Antônio Anastasia (PSDB-MG) e assim decidir se a presidenta eleita Dilma Rousseff vai à julgamento, movimentos sociais organizados pela Frente Brasil Popular tomaram a avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra o golpe em curso no Brasil.

Raimundo Bonfim, coordenador geral da Central de Movimentos Populares e da Frente Brasil Popular, disse que o objetivo do ato foi denunciar que não houve crime de responsabilidade por parte do governo petista.

“Nós da Frente Brasil Popular, apesar de um calendário apertado, não queríamos deixar passar esta data e organizamos essa manifestação para pressionar e deixar o recado que a gente continua denunciando que não teve crime de responsabilidade e que o objetivo desse governo é atacar direitos trabalhistas, previdenciário, direitos sociais”, disse.

De acordo com Tadeu, militante do CMP (Central de Movimentos Populares), os trabalhadores “não aceitam a perda de direitos adquiridos”. “Esse governo interino que está aí, ele está fazendo muito retrocesso nos direitos principalmente nos direitos dos trabalhadores. Nesses últimos três meses que ele está aí houve um retrocesso de uns 35 anos”, afirmou.

O cientista social Anivaldo Padilha, membro da Frente Brasil Popular, disse que mesmo que o impeachment seja aceito, a ideia do movimento é continuar nas ruas para continuar a pressão popular contra  a pressão do “grande capital e mercado financeiro”.

“Independente das votação no Senado, mesmo que o impeachment não passe –  a questão de barrar o impeachment é importantíssima é uma questão democrática de garantia da Constituição – mas nós temos outras lutas que estão relacionadas a luta contra o golpe. A questão da política econômica, da soberania nacional, o financiamento para todos os programas sociais. Mesmo que a Dilma volte, as pressões que o mercado financeiro e do grande capital vão continuar fazendo para que não haja mudança no que o governo golpista e usurpador do Temer já começou a fazer”, disse.

Por volta das 18h, os manifestantes saíram em caminhada pela Avenida Paulista e foram até a Praça Roosevelt, no centro da cidade. O ato integra a Jornada Nacional de Mobilização contra o Golpe e em Defesa da Democracia.



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