Mulher agredida por marido é presa por se negar a testemunhar contra ele

Donna Kiddie tentou retirar a queixa contra o companheiro depois de denunciá-lo e foi presa por prevaricação; decisão foi criticada por ativistas de direitos humanos.

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A professora escocesa Donna Kiddie tentou retirar a queixa contra o companheiro depois de denunciá-lo e foi presa por prevaricação; decisão foi criticada por ativistas de direitos humanos

Por Redação

A professora escocesa Donna Kiddie, de 40 anos, foi condenada por desobediência ao tribunal por se recusar a testemunhar contra o próprio marido em um caso de violência doméstica. Ela teve pena estipulada de duas semanas e chegou a passar quatro dias na prisão, antes de ter recurso aprovado.

A mulher havia prestado queixa à polícia, dizendo ter sido golpeada na cabeça pelo companheiro. Depois, enviou e-mails à procuradoria, tentando retirar a acusação, e alegou que o aconteceu foi apenas uma “colisão” e que não lembrava direito do fato porque os dois haviam bebido. Com isso, Jonathan Kiddie, de 42 anos, foi considerado inocente.

A decisão da Corte de Kilmarnock foi criticada por grupos ativistas, que consideraram que a prisão de Donna pode desestimular que futuras vítimas procurem ajuda em casos de violência. De acordo com a ONG Women’s Aid, houve violação dos direitos humanos, pois a mulher foi revitimizada ao ser coagida a prestar depoimento.

“Isso é cada vez mais incomum, mas não é a primeira vez que a vítima é citada por desacato quando ela se sente incapaz de testemunhar”, disse Marsha Scott, diretora da instituição, em entrevista ao “Independent”.



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