Manifestantes fazem ato pelo “Fora Temer” ao lado do Itaquerão

A manifestação foi convocada pela Frente Povo Sem Medo, que reúne diversos movimentos sociais, e ocorreu no mesmo momento em que acontecia a partida entre Nigéria e Alemanha pelas semifinais do futebol masculino da...

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A manifestação foi convocada pela Frente Povo Sem Medo, que reúne diversos movimentos sociais, e ocorreu no mesmo momento em que acontecia a partida entre Nigéria e Alemanha pelas semifinais do futebol masculino da Rio 2016

Por Victor Labaki

Nesta quinta-feira (17) manifestantes convocados pela Frente Povo sem Medo, que reúne diversos movimentos sociais, fizeram um ato contra o presidente interino Michel Temer e também contra a realização dos Jogos Olímpicos. A passeata ocorreu nas imediações do estádio Arena Corinthians, na zona leste de São Paulo, onde acontecia a partida entre Nigéria e Alemanha pelas semifinais do futebol masculino da Rio 2016.

O protesto começou por volta das 15h30 em uma praça próxima a estação Artur Alvim do Metrô. Antes de sair em caminhada em direção ao estádio, as pessoas se concentraram em baixo de árvores para conseguir aguentar os 29ºC e o sol forte desta tarde em São Paulo. A cena não passava despercebida por quem estava indo assistir a partida. Alguns torcedores apertavam o passo e olhavam assustados para o que estava acontecendo e outros chegaram a chamar os participantes do protesto de “vagabundos” e pediram para que eles fossem presos pela Polícia Militar, que acompanhou o ato desde a concentração.

A maior parte dos manifestantes eram trabalhadores ligados ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Uma dessas pessoas é Analice Cavalcante de Souza, auxiliar administrativa e moradora da ocupação Esperança Vermelha, que fica na Cidade Tiradentes.

“O que me traz aqui justamente nesse jogo que é tão importante é justamente para nossa voz ser ouvida. Porque nós estamos lutando por moradia digna e chega desse governo golpista que não dá moradia digna para a população, nossa luta é para que cada vez mais se expanda o projeto Minha Casa, Minha Vida”, disse.

Depois da concentração, o protesto atravessou a Radial Leste pela estação Artur Alvin em direção a Avenida José Pinheiro Borges. Depois de uma longa negociação com a PM, caminharam pela avenida até ficarem bem de frente para o estádio lotado.

Além da preocupação com moradia, o movimento também alerta para outros retrocessos no campo trabalhista e social que acreditam que serão colocados em prática caso o processo de impeachment seja aprovado no Senado no dia 31 de agosto. Maria das Dores Cerqueira, da coordenação do MTST, disse que a Frente Povo Sem Medo defende novas eleições como solução para o impasse político.

“É dia de jogo da Olimpíada e queremos mostrar nossa indignação porque as Olimpíadas trazem um legado muito negativo para o nosso pais, e nesse sentido, apesar do golpe que está sendo dado, que o povo decida em novas eleições porque o presidente interino não nos representa e não foi eleito pelo povo”, disse.

Delmário Pitanga de Oliveira, comerciante, disse que está “em uma luta pela filha dele” porque acredita que os mais jovens é que vão sentir na pele o retrocesso.

“A gente quer um pais melhor, uma situação melhor. O que está aparecendo, dando a entender, é que depois que a Dilma sair nós vamos ter um retrocesso. Eu tenho idade, mas estou lutando pelos jovens”, comentou.

O ato seguiu e ao chegar bem próximo ao estádio. O Batalhão de Choque da Polícia Militar ficou em formação ao lado de dois “caveirões” para evitar que as pessoas fossem em direção ao estádio. Nesse trecho, a passeata fez um retorno e o protesto se encerrou em frente a estação Artur Alvim. O movimento disse que 2 mil pessoas foram às ruas contra o presidente interino.

Foto: Victor Labaki/Revista Fórum



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