Garimpeiros são expulsos de território indígena no Pará

Operação da Policia Federal e instituições fechou garimpo próximo a terra indígena no Pará na zona intangível das Florestas Estaduais Trombetas e Peru.

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Operação da Polícia Federal em parceria com Ibana, Funai e MPF fechou um garimpo próximo à Terra Indígena Zo’é, que estava sendo contaminada com malária. Indígenas vinham sendo ameaçados por garimpeiros armados

Por Pedro Peduzzi, na Agência Brasil

Uma operação conjunta – envolvendo Polícia Federal, Ibama, Funai, Ministério Público Federal (MPF), Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio) e a Secretaria de Segurança do Pará – fechou um garimpo localizado no município paraense de Oriximiná, próximo à Terra Indígena Zo’é – no oeste do estado, na chamada Zona Intangível das Florestas Estaduais Trombetas e Paru.

Oito garimpeiros já foram detidos na região que, segundo o MPF, não pode receber nenhum tipo de exploração econômica – uma medida adotada com o objetivo de evitar a transmissão de malária aos Zo’é. Em 2006, 80% da população indígena foi contaminada pela doença por conta da presença de madeireiros nas proximidades da região.

Atualmente, os cerca de 300 indígenas que vivem na região correm o mesmo risco com a instalação de garimpos ilegais na região. As autoridades públicas já haviam descoberto o garimpo durante uma operação nos moldes da atual em março deste ano. Nela, três garimpeiros foram presos. Foi a partir do depoimento de um deles que se soube da presença do outro garimpo.

Homologada em 2009, a Terra Indígena Zo´é tem cerca de 670 mil hectares. Por meio de nota, o MPF informou que os garimpeiros presos nas duas operações vinham ameaçando índios e servidores da Funai, e que eles costumavam a circular armados pela região.

Foto: Arquivo/Instituto Socioambiental 

 



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