Reportagem da Fórum leva “enquadro” da PM antes de ato contra Temer em SP

Dois repórteres da Fórum tiveram que abrir as mochilas e passar por revista da Polícia Militar antes do ato que começou no Largo da Batata, em Pinheiros. Policiais estão revistando todos aqueles que apresentassem...

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Dois repórteres da Fórum tiveram que abrir as mochilas e passar por revista da Polícia Militar antes do ato que começou no Largo da Batata, em Pinheiros. Policiais estão revistando todos aqueles que apresentassem “atitude suspeita” ou que pudessem representar risco. Profissionais portavam apenas câmeras e equipamentos de segurança

Por Redação

Acontece em São Paulo, nesta quinta-feira (8), mais uma manifestação contra o presidente Michel Temer convocado por movimentos populares. Centenas de manifestantes começaram a se concentrar por volta das 17h no Largo da Batata, em Pinheiros, e devem seguir até uma das residências em São Paulo do peemedebista, que fica no Alto de Pinheiros, região nobre da capital. Na saída das estações de Metrô próximas ao Largo da Batata, antes mesmo do início do protesto, dezenas de pessoas já tiveram que se submeter à revista da Polícia Militar, que vem atacando arbitrariamente os manifestantes.

Matheus Moreira e Victor Labaki, repórteres da Fórum, foram abordados pelos policiais por volta das 17h30, na estação Faria Lima. Mesmo apresentando os crachás de repórter, os profissionais foram obrigados a abrir a mochila e passar por revista pois apresentavam, de acordo com os PMs, “atitude suspeita”. Eles carregavam câmeras e equipamentos de segurança, como capacetes e máscaras para amenizar os efeitos das bombas de gás.

Quem também foi abordado no Metrô foi o candidato a vereador Dougla Belchior (PSOL-SP), que criticou a presença ostensiva da PM no ato.

“A PM não tem nenhuma vergonha de reprimir manifestações populares. A presença da PM em atos como esse, numa conjuntura como essa, em que houve vitória de uma mentalidade repressora, com figuras que defendem o autoritarismo, de certa maneira empoderou os comandos militares. Eles se sentem fortalecidos por esse senso comum conservador de que militante está fazendo coisa errada. Eu fui parado nas escadarias do Metrô e obrigado a oferecer minha bolsa para revista. Sou suspeito”, comentou.

Foto: Reprodução/Twitter Nabil Bonduki

 

 



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