Fotógrafos vão vender fotos para ajudar colega que teve equipamento destruído pela PM

O fotógrafo Vinicius Gomes foi agredido pela Polícia Militar durante um protesto contra o processo de impeachment e o presidente Michel Temer em São Paulo Por Michelli Oliveira...

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O fotógrafo Vinicius Gomes foi agredido pela Polícia Militar durante um protesto contra o processo de impeachment e o presidente Michel Temer em São Paulo

Por Michelli Oliveira

No dia 31 de agosto, o fotógrafo Vinicius Gomes foi agredido pela Polícia Militar durante um protesto contra o processo de impeachment e o presidente Michel Temer em São Paulo. A Fórum divulgou o vídeo do momento em que a câmera de Vinicius é destruída pelos agentes.

“Estava junto com os outros fotógrafos, quando o policial chegou e falou: é você!. Começaram a me dar porrada. Um policial jogou minha câmera no chão, vi a lente indo para um lado e o corpo para outro”, disse o fotógrafo. Ele levou quatro pontos na cabeça, que foi aberta por golpes de cassetetes.

Vinicius Gomes foi detido junto com o fotógrafo William Oliveira, 27, que registrou a cena da agressão policial.

A Secretaria de Segurança Pública disse que os fotógrafos atiraram garrafas e pedras na PM e que, por isso, foram detidos. Mas os vídeos divulgados mostram que os dois profissionais estavam parados na hora da abordagem.

Foto mostra o equipamento de Vinicius completamente destruído. Crédito: Ignacio Aronovich
Foto mostra o equipamento de Vinicius completamente destruído. Crédito: Ignacio Aronovich

Vinicius é negro e morador da periferia da cidade de São Paulo. “Imagine se cada jovem negro decidir ocupar os espaços que é dele por direito, se cada negro decidir ser fotógrafo e registrar o que nos acontece nas ruas”, questiona.

Outros fotógrafos vão realizar um “Varal Fotográfico” neste domingo (11/09) em frente ao Masp, para ajudar Vinicius a comprar uma nova câmera.

“Venderemos prints no valor de R$ 30,00. Os prints, no tamanho 20×30, foram doados por vários fotógrafos, para ajudar o Vini a recuperar sua câmera. Se cada pessoa que passar por lá puder parar para dar uma olhada e se solidarizar com a causa, comprando uma foto, será uma forma de ajudar um profissional da imprensa a recuperar seu equipamento e a resistir a censura do Estado imposta pela força”, disse William Oliveira.

Além da venda das fotos está acontecendo uma vaquinha colaborativa no site Catarse. Para colaborar, basta clicar aqui.



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