PM joga bombas, spray de pimenta e prende pessoas na Vila Madalena

Ao entrar no Empanadas Bar, os agentes jogaram spray de pimenta, dentro do local fechado e com pouca ventilação, além de agredir clientes e funcionários sem justificativa. Segundo informações do site Ponte Jornalismo, ao...

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Ao entrar no Empanadas Bar, os agentes jogaram spray de pimenta, dentro do local fechado e com pouca ventilação, além de agredir clientes e funcionários sem justificativa. Segundo informações do site Ponte Jornalismo, ao menos cinco pessoas foram detidas durante a ação.

Por Redação

Na madrugada deste sábado (10), policiais militares jogaram bombas de gás lacrimogênio para dispersar pessoas que estavam na rua Wisard, na Vila Madalena, bar boêmio da zona oeste de São Paulo, e em seguida entraram dentro de um bar para tirar satisfação com os clientes que se queixavam dos efeitos da ação da corporação.

Ao entrar no Empanadas Bar, os agentes jogaram spray de pimenta, dentro do local fechado e com pouca ventilação, além de agredir os clientes e funcionários sem justificativa. Segundo informações do site Ponte Jornalismo, ao menos cinco foram detidos durante a ação.

O relato de uma garota que estava no local conta que muitas pessoas começaram a passar mal especialmente pelo bar ter pouca saída de ar.

“Todo mundo começou a ficar desesperado, porque o efeito é forte como dizem, especialmente num lugar abafado. Ficar chorando desesperadamente na rua, como já vi nos vídeos aqui pelo facebook, é uma coisa. Outra coisa é você sentir o efeito disso quando não se tem pra onde ir, e não tem por onde o ar circular”, escreveu a moça identificada por Camila Araújo no seu perfil do Facebook.

Em um outro ponto do relato, ela diz que uma das detidas foi presa por filmar a ação.

“E aí o pessoal começou a sair, pra tomar um ar, porque tava impossível ficar, e achamos que eles não voltariam. Quando saímos, voltam uns policiais, entram de novo e pegam mais uma mulher presa, porque ela estava filmando (sim, esse foi o argumento usado por eles, porque eu escutei). E quando questionados sobre alguém ser preso por filmar uma situação, um escroto fardado responde que ela testemunhou, então ia ser levada presa, sim – na hora, pensei: ué, mas todo mundo é testemunha aqui, não?”, contou.

Veja o vídeo de um dos momentos e o relato completo de Camila Araújo:

Foto de Capa: Camila Araújo/Facebook



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