Jornalista da Folha induziu prisões em ato Fora Temer, denunciam manifestantes

Acusação de repórter durante ato teria motivado ação da polícia contra grupo de jovens.

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Acusação de repórter durante ato teria motivado ação da polícia contra grupo de jovens

Por Mídia NINJA

Ao se negarem a serem fotografados pela jornalista Joana Cunha durante a tarde desse domingo (11), um grupo de manifestantes acabou comprando uma briga maior do que imaginava.

Joana, com a recusa, foi imediatamente aos policiais que estavam próximos para denunciá-los como “Black Blocs”, afirmaram os detidos. A ação de Joana teria sido decisiva na perseguição da PM que resultou na prisão de três pessoas minutos depois.

A redação da Mídia NINJA entrou em contato com a repórter na madrugada de domingo para segunda-feira, pelo facebook, e posteriormente às 9h na segunda-feira, por telefone, com uma pergunta simples: Você denunciou ou não o grupo de manifestantes para a PM?

A resposta, motivada pela indagação da Mídia NINJA, demorou aproximadamente 30h, e foi publicada diretamente em nota da Folha de São Paulo, onde afirma se sentir intimidada, mesmo com centenas de policiais no local:

“Os mascarados se aproximaram, me disseram que eram menores de idade e que por este motivo eu não poderia fotografá-los. Falaram em ‘direitos de imagem’. Disseram que haveria problemas se a foto fosse publicada. Eu ergui os braços e disse a eles que sou jornalista e estava me sentindo intimidada. Na frente dos policiais, eles responderam que não estavam fazendo nada contra mim..”

“Fomos pedir com toda delicadeza e gentileza para que ela apagasse essas imagens. Ela não só não apagou, como pediu para os policiais seguirem a gente”, afirmou Luana Machado, na 78 DP, local em que os manifestantes seguem detidos. Na sequência dessa afirmação, os manifestantes pedem pessoalmente para Joana que ainda gostariam que a foto fosse apagada, no que ela responde de forma arrogante: “Já foi pra Folha”.

Os jovens foram enquadrados com violência pelos policiais militares, que revistaram seus pertences.

Entre os presos estavam a jovem G., 17, que há uma semana foi detida no caso do infiltrado do Exército, e o jornalista Pedro, 26, que participam do coletivo Artivistas e se preparavam para uma performance na manifestação.

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O fotógrafo Antônio, que foi preso por defender manifestantes e ficou 24h detido no 78º DP. Foto: Leandro Moraes / Mídia NINJA

O terceiro detido foi o fotógrafo e funcionário público, Antonio, que se indignou com a ação da Polícia Militar e tentou impedir a prisão.

O grupo foi levado a uma rua paralela à Av. Paulista para entrarem nas viaturas, gerando uma confusão em meio ao ato que reuniu cerca de 60 mil pessoas pelo Fora Temer.

Joana é repórter do caderno de economia e já foi correspondente internacional em Nova Iorque pela Folha. Segundo fontes internas do jornal que preferem não se identificar, Joana não tem preparo ou “jogo de cintura” suficiente para coberturas de grandes manifestações.



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