Russomanno mostra dados errados sobre diminuição de mortes no trânsito em SP, diz ‘Folha’

O candidato baseou sua fala em uma única pesquisa, sem levar em consideração dados obtidos pelo IML, maneira pela qual a CET evita conclusões precipitadas e faz estudo mais profundo.

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De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o candidato baseou sua fala em uma única pesquisa, sem levar em consideração dados obtidos pelo IML, maneira pela qual a CET evita conclusões precipitadas e faz estudos mais profundos

Por Redação

O deputado federal e candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRB, Celso Russomanno, teria manipulado os dados sobre boletins de ocorrência com mortes de trânsito na cidade de São Paulo como forma a favorecer seu argumento contrário à redução da velocidade nas vias marginais. Para o candidato, não houve redução de mortes, como afirma seu oponente e atual prefeito Fernando Haddad (PT).

A inconsistência dos dados se apresentam a medida que Russomanno desconsidera dados provenientes do Instituto Médico Legal. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) leva esses dados em consideração e os cruza com os boletins de ocorrência, representando com maior precisão o índice de mortes causadas por acidentes de trânsito.

“Russomanno se baseia em dados do Infosiga, um sistema do governo estadual que contabiliza as mortes no trânsito com base em boletins de ocorrência. A CET também utiliza os boletins, mas cruza com dados do IML (Instituto Médico Legal), excluindo, por exemplo, casos de pessoas que se acidentaram em outras cidades, mas morreram em hospitais em São Paulo”, aponta o jornalista Artur Rodrigues na matéria da Folha de S. Paulo que identificou as inconsistências.

O candidato utiliza, para sua análise, dados referentes ao ano de 2015 e compara dois meses no mesmo ano, ignorando as recomendações de pesquisadores e estatísticos que sugerem comparação com mesmo período de anos anteriores. Se compararmos o número de mortes entre janeiro e julho de 2015, quando a redução de velocidade das vias marginais Pinheiros e Tietê ainda não havia sido implementada, com o mesmo período de 2016, veremos que houve redução de 21% no número de acidentes fatais – o que, na prática, representa um total de 143 pessoas.

À Folha, Russomanno disse que “usou como exemplo um ano só”. “No segundo semestre, quando houve diminuição da velocidade, não diminuíram as mortes”, afirmou o candidato. “Eu estou dizendo que seis meses com a velocidade menor não diminuíram as mortes”, afirmou, como justificativa.

Foto: Agência Brasil



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