Alexandre de Moraes se reuniu com a Polícia Federal três dias antes da prisão de Palocci

Criticado por receber informações privilegiadas da operação Lava Jato, Alexandre de Moraes será alvo de representação no Ministério Público Federal e na Comissão de Ética da Presidência da República.

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Criticado por receber informações privilegiadas da operação Lava Jato, ministro da Justiça será alvo de representação no Ministério Público Federal e na Comissão de Ética da Presidência da República

Por Redação

À frente do Ministério da Justiça, Alexandre de Moraes, ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, se reuniu com a cúpula da Polícia Federal na capital paulista três dias antes da prisão do ex-ministro Antonio Palocci. Em um vídeo, ele dá pistas do que aconteceria em breve na operação Lava Jato.

As falas de Moraes levantaram desconfiança sobre o recebimento de informações privilegiadas. Agora, a confirmação da agenda oficial de sua reunião com agentes da PF no estado onde detém maior influência reforça as suspeitas.

De acordo com a Polícia Federal de São Paulo, Moraes se encontrou com Disney Rosseti, chefe da PF do estado, para uma “reunião de trabalho”. Segundo reportagem do jornal Tempo, Rosseti estaria se empenhando para alcançar o cargo de diretor-geral da corporação.

Diante da suspeita da troca de informações sobre a 35ª fase da operação Lava Jato, a oposição ao governo de Michel Temer, liderada pelo PT, entregará representação contra Moraes no Ministério Público Federal. Além disso, o grupo deve entrar com a reclamação também na Comissão de Ética da Presidência da República. A argumentação é de que houve “violação de sigilo funcional” das investigações.

Foto: Reprodução/vídeo de Gustavo Alves



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