Livro com conversa entre Bonner e Gilmar Mendes será retirado de circulação

Na última semana, a atriz Monica Iozzi também foi condenada ao pagamento de R$ 30 mil por criticar o ministro em uma rede social; ela afirmou que recorrerá da decisão.

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Na última semana, a atriz Monica Iozzi também foi condenada ao pagamento de R$ 30 mil por criticar o ministro em uma rede social; ela afirmou que recorrerá da decisão

Por Redação

O advogado e professor de ética Clóvis de Barros Filho, autor do livro Devaneios sobre a atualidade do capital, terá de pagar uma indenização a Gilmar Mendes por narrar na obra uma conversa entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o apresentador da TV Globo William Bonner.

No livro, escrito junto com Gustavo Daineze, Filho diz: “Fui a uma reunião de pauta do Jornal Nacional, e o William Bonner liga para o Gilmar Mendes, no celular, e pergunta. ‘Vai decidir alguma coisa de importante hoje? Mando ou não mando o repórter?’. ‘Depende. Se você mandar o repórter, eu decido alguma coisa importante.’”

Diante disso, Gilmar Mendes ingressou com uma ação de indenização por danos morais contra os autores e a CDG Editora, que se comprometeram a pagar R$ 10 mil ao ministro para encerrar o processo, em acordo assinado entre as partes. Eles também terão de retirar de circulação todos os exemplares do livro ainda não vendidos que contenham o trecho e apagá-lo das próximas edições.

Outra notícia que chamou a atenção do país na última semana foi a condenação da atriz Monica Iozzi em pagar R$ 30 mil a Mendes por criticá-lo em uma rede social. “Gilmar Mendes concedeu Habeas Corpus para Roger Abdelmassih, depois de sua condenação a 278 anos de prisão por 58 estupro. Se um ministro do Supremo Tribunal Federal faz isso… Nem sei o que esperar…”, ela escreveu no Instagram.

O juiz que analisou o caso, Giordano Resende Costa, afirmou que Monica não poderia “violar a dignidade, a honra e a imagem” do ministro. A artista, porém, defendeu a liberdade de expressão e disse que vai recorrer da decisão.

Foto de capa: Agência Brasil



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